Reeleição, a resposta?
A suspensão dos procedimentos contra diretores da Assembleia, por força da liminar do STF, animou gente dos três poderes de Estado, mas especialmente os empenhados na proteção da Mesa Diretora. E isso ficou claro no sábado passado quando o pessoal do gabinete de Nelson Justus lhe preparou um almoço de solidariedade no Don Antonio, em Santa Felicidade, com presença de cerca de quinhentas pessoas, representativas de 80 municípios de sua base eleitoral.
No meio do discurso, surfando no clima emocional, o deputado Nelson Justus disse que dará a resposta nas urnas e que as retaliações contra o grupo que comanda o movimento virão logo após com farta documentação. Anunciou ainda que obterá nova vitória jurídica nesta semana, cujo teor não revelou.
Confirma-se com atos de solidariedade à cúpula do Legislativo estadual aquilo que sempre coloquei: o conjunto da sociedade paranaense, por ação ou omissão, é que estimulou toda a sequência de escândalos como se fossem normais, já que garantidos pela praxe como se isso fosse suficiente para legalizá-los. Essa a razão pela qual há muito de expiação de culpa no ocorrido por ser inaceitável que entidades envolvidas no movimento de agora nada soubessem do que se passava. O fato é que a sociedade não se engajou, não comprou a briga.
A impressão que se tem é que apesar de tudo boa parte dos deputados acabará se reelegendo, especialmente os mais atacados, Nelson Justus e Alexandre Curi.

Sem conflito
Osmar Dias quer todas as garantias: assim se houver necessidade da desistência de Orlando Pessuti ele quer que ela ocorra sem conflito interno no PMDB. Ele como Beto Richa quer ganhar sem confronto, pretensão que animava também o senador Alvaro Dias. Por isso que não somos levados a sério. Vide as candidaturas de Requião (duas vezes), Alvaro Dias (uma) e ainda por cima a consumada e vexaminosa de Affonso Camargo Neto, um dos piores momentos de nossa história, apesar da relevância que teve em nossa vida política.

Argumento
Mais um argumento a favor das práticas pouco ortodoxas na Assembleia: era rigorosamente consuetudinário, conforme os costumes, e isso jamais pode parecer ou constituir-se em crime. Costume também é raiz do Direito. Como se vê o momento é apropriado ao deboche e ao cinismo. Do ceticismo ao cinismo é um passo menor do que o de Neil Armstrong na lua.

Gauchada
PMDB teria identificado mais votos de delegados gaúchos do que de paranaenses em Requião. Em troca ele deve passar a frequentar CTGs devidamente pilchado. Melhor isso do que o normal, o de ser pichado.

Folclore
Falava-se que os quadrilheiros iriam para Alcatraz quando simplesmente foram comer um suculento alcatre. Como trocadilho quase a mesma coisa.

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