LUIZ GERALDO MAZZA
A panaceia do caos
Curitiba vive o caos na circulação. Inimaginável como será o trânsito em dois ou três anos. A solução para isso tem sido o remendo das rotatórias e binários (o último deles na avenida Anita Garibaldi) e o terrorismo das multas, seja via radares ou regulamentos como os que punem atrasos de um minuto em linhas de transporte. Um motorista estressado como o do ônibus da tragédia de anteontem na Praça Tiradentes pode dispensar a falha mecânica havida.
Bíblica
Será que as vuvuzelas derrubariam as muralhas de Jericó? Talvez não, todavia estouram os nossos tímpanos.
Metáfora
Outra bíblica aplicável ao Legislativo estadual: túmulo caiado, de razoável aparência, mas de conteúdo degradado.
Chantagem
O Atlético Paranaense quer levar a reforma da Arena na moleza e pressiona o governo: que tal dispensarmos, de vez, esses jogos da Copa de 2014, cujo custo-benefício jamais foi avaliado com um mínimo de seriedade?
Dobradinha
Marina da Silva: ela é intrinsicamente o que nós pensávamos que o Lula era.
Com um pouco de boa vontade captamos o halo de luz que cinge o seu corpo. Em compensação o seu vice da Natura é terreno demais a tanta sobrenaturalidade.
Folclore
Roberto Requião está para a convenção nacional do PMDB, com sua suposta candidatura, como Lula-Irã e Turquia para o Conselho de Segurança da ONU.
Uma ilha
Reflexão do jornalista José Wille: Curitiba só aparece nacionalmente na informação meteorológica. Não se deu a menor importância nos grandes veículos à tragédia com o ônibus na Praça Tiradentes. Depois dessa ainda o nosso ex-governador quer aparecer como candidato presidencial! Só aqui alguns ainda o levam a sério, mas não muito.
Privilégio
Uma das características da Prefeitura de Curitiba é a de facilitar empreendimento privado, mesmo em prejuízo de normas de ocupação do solo com adensamento desproporcional das edificações. Agora reparos são feitos no pavimento da avenida Nossa Senhora da Luz-Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco para beneficiar uma revendedora de automóveis Toyota. Como ensina o latim privilégio se origina de ''priva lex'', lei privada. Estamos ainda muito longe de sermos República. Por isso temos diários secretos, conversas também.





