LUIZ GERALDO MAZZA
Inépcia política
Se há um partido no Paraná que se destaca pela inépcia, este é, sem dúvida, o PSDB. Isso ficou demonstrado na eleição passada quando se tornou no fator decisivo, o que tentam dissimular, da reeleição de Requião. Capitaneada por Hermas Brandão, a ala majoritária permaneceu alinhada no Legislativo e foi preciso a intervenção do Diretório Nacional para mexer na chapa. Agora, por orientação de fora para dentro, alinhou-se ao PP numa das cadeiras do Senado.
Um grupo inconformado vai à direção nacional protestar inutilmente porque a inspiração do acerto teria partido de José Serra. Dois casos de obediência ao lado errado. É a inépcia reincidente, ainda que possa haver vitória, como se deu na situação anterior.
Tabaco
Prefeitura faz alarde contra o tabaco na lei e na fiscalização. Mas nas estações-tubo reina o balacobaco das invasões de estudantes. Ontem, pela manhã, testemunhei em três paradas mais de 30 estudantes que entraram na marra e sem pagar na linha Santa Cândida-Capão Raso. Isso tudo é depois compensado pelos radares que multam e assim conseguem apurar receita. Radares que não funcionaram no caso Ribas Carli Filho, o que cheira à cumplicidade.
Sinal
TV Sinal melhorou a aparência dos deputados e seu guarda-roupa com o que acentuou o quanto se disfarçam, comprometidos em maioria com os chunchos.
Greca
Em 1988, greve do professorado, Rafael Greca, então deputado estadual, pediu que abrissem os portais da Assembleia para acolher os grevistas que a ocuparam por vários dias. Agora defende que a Casa se abra para um debate com a OAB sobre as acusações até aqui postas.
Racha
Volta a insistência na tese de que havia um racha entre Ribas Carli Filho e outro jovem no dia da tragédia. De repente o suspeito aparece na campanha eleitoral.
Sem receio
Gaeco de Londrina não teme prescrição e indiciou o vereador Jacks Dias, ex-secretário de Gestão Pública, sob a acusação de receber propina da empresa Setrata entre os anos de 2006 a 2008, o que o seu advogado contesta.
Observatório
Vira-se o Legislativo de todas as formas para sair do ''clinch'' e agora tenta pedir a colaboração do Observatório Social como também procura, uma vez mais, fazer do reenquadramento funcional um sinal de mudança reformista. Explicação que Alexandre Curi deu de um fantasma taxista, em cujo nome havia movimento de milhões e que recebia apenas R$ 800, como praticante de delitos, dá bem a ideia de que vão lançar esses ''servidores'' às feras.





