LUIZ GERALDO MAZZA
Vitória do mal
Nem o mensalão mexeu com o povão, muito menos atos secretos do Senado e a série de denúncias sobre corrupção parlamentar aqui na terra. Ceticismo é a marca registrada do tempo. Só na HQ Batman ganha do Pinguim e Capitão Marvel do Doutor Silvana. Honesto em política está destinado à derrota.
51%
Vazou o áudio de Pessuti aos técnicos da TV Educativa em Guarapuava: capriche aí que eu preciso chegar aos 51%. O Lula, menos ostensivo, já pegou três multas do TSE e aqui a transmissão oficial é puro palanque. Ou não acreditam no governador ou na eficácia da lei, daí não reagem.
Piada pronta
Ministro boliviano em nome da presidência reagiu à denúncia de Serra sobre a cumplicidade de Evo Morales no narcotráfico. Nome do ministro: Oscar Coca Antezano. Coca é familiar demais.
Reajuste
Enquanto Pessuti promete na segunda-feira dizer o que fará com o reajuste do funcionalismo, Requião o ataca no twitter afirmando que há dinheiro. Só que a economia dos salários de familiares do ex-governador é insuficiente, embora alguns ainda permaneçam firmemente em seus postos.
Incentivo
O tal do incentivo construtivo, prestidigitação da dupla Pessuti/Ducci para fazer dinheiro e concluir a Arena da Baixada, não leva em conta o fato de que o Atlético construiu dois terços da obra com recursos próprios e torna-se absurdo não poder concluí-la da mesma maneira como fez Mario Celso Petraglia. Que já argumentou que o Atlético deveria se abraçar no empréstimo do BNDES. Antes de usar dinheiro público para um empreendimento privado urge avaliação dessa obviedade.
Folclore
De 13 cidades paranaenses que estão obrigadas a apresentar seus respectivos projetos de transparência apenas seis o fizeram. Se for igual ao do nosso Legislativo (e demais poderes) será mera aparência, mais próxima do opaco do que do translúcido, distante do transparente.
Ímprobo
O MP de Ivaiporã ajuizou ontem ação por improbidade contra o ex-prefeito da cidade, Pedro Wilson Papin (gestão 2001/2004), sete integrantes do primeiro escalão e mais 51 por terem concorrido ou sido beneficiários dos delitos. É uma sequela da situação enquadrada, dias atrás, no Legislativo Estadual. No rolo o escritório do filho de Nelson Justus que levou R$ 29 mil sem prestar serviço.





