LUIZ GERALDO MAZZA
Haja boa-fé!
O único argumento que pode salvar deputados de envolvimento nas trutas do Legislativo é o de que carimbavam os atos vindos da Diretoria Geral como de ''boa-fé''. Assim, por exemplo, o então presidente da Casa, Orlando Pessuti, ao assinar na época a nomeação da menina de sete anos o fez menos por descuido do que pela confiança depositada nos burocratas que encaminham esses expedientes. Lógico que um ato malicioso desses, se revelada a identidade da nomeada, seria repelido. Só que não se trata de um ato apenas, mas de muitos com origem patológica semelhante, tal qual aquele da sogra fantasma, cujo beneficiário servia no gabinete do então deputado Beto Richa e assim por diante ou ainda do morto que continuava recebendo seus proventos.
Ecologia
O abandono das obras de Franz Krajcberg no Jardim Botânico levou o artista a querer o acervo de volta. Seu argumento, bem pedagógico, é o de que Curitiba não é mais ecológica. No meu entender, nunca foi: muito eco, pouca lógica.
PEC
Conscientes dos pecados, praticados por ação ou omissão, nos chunchos legislativos, deputados tramam uma PEC para tirar o apoio das polícias civil e militar nas ações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Eles têm até alguma razão: afinal, combate ao crime organizado é uma coisa, e ao desorganizado outra inteiramente diferente. Quando o órgão antecessor, a PIC, Promotoria de Investigações Criminais, desagradou Requião com a prisão do Rasera ele tirou os policiais das instalações. Como se vê a afinidade no arbítrio é a mesma.
Repique
O PT fez terrorismo contra Osmar Dias e agora se desespera por estar num mato sem cachorro e correndo o risco de, além de detonar Dilma, afundar Gleisi.
De repente, a hesitação do senador é puro sadomasoquismo com suspense.
A mãe
Jocelito Canto revelou, em discurso, que um deputado teria nomeado a mãe. Se acertaram como fantasma a sogra do Ezequias e vários deles designaram as esposas, sem falar na doméstica do senador, tudo é possível.
Folclore
O diagramador Antonio Colasso do ''Correio de Notícias'' bebia bastante, como a maioria da casa, e foi assistir ao filme ''Farrapo Humano'', clássico com Ray Miland contra o alcoolismo e seus efeitos deletérios. Saiu chocado com o sofrimento do alcoólatra e ao lhe perguntarem se não ia mais beber respondeu que o melhor caminho é não ir ao cinema.
Metrô
O Terminal do Cabral, em obras de ampliação, leva um ano (provavelmente em novembro) e a Linha Verde já está no seu quinto ano e pode levar ainda mais uns dois anos. E os ideólogos (porque isso não passa de ideologia) acham que o metrô é viável e que fica pronto antes da Copa de 2014.





