Pessuti decola
Embora falando demais (talvez, o entusiasmo decorrente da multa suspensa), Orlando Pessuti mostrou que é viável como candidato a governador. Mais ameno do que todos os interessados, o saque da interiorização da ''escolinha'', ontem em Ponta Grossa, tende a aquecer o proselitismo. Seus atos voltados à conciliação e à mobilização da sociedade geram algo que vale como programa ou uma ideia-força.

Caixa 2 anda
Beto Richa deve disputar a eleição, como já se deu com Requião, Taniguchi e o próprio Lerner, como ''sub judice''. O TRE ontem decidiu, por 2 a 1, que as investigações do caixa 2 devem prosseguir. Não é ficha suja, como se dará com algum deputado envolvido nas ações do Bibinho, mas chateia e complica.

Metrô
Já anunciaram o VLT (veículo leve sobre trilhos), superbonde (que apesar do nome não colou) e agora o metrô. Persiste como único e verdadeiro metrô a casa noturna do centro da cidade que transporta para a fantasia. É meio fora de propósito a ideia de a União financiar 80%; os outros desejarão o mesmo.

Listas
Desembargadores que aparecem nas listas dentre os que mais retêm processos andam irritados com as publicações e se aborrecem com os que as fornecem e pertencem ao TJ (seus colegas) e com os jornalistas que as divulgam. Cobrança ética é que um problema interno poderia ser autorregulado domesticamente. Mas há quem se sinta ''compensado'' em ver o constrangimento alheio.

Racha
Desde o acidente trágico que matou dois jovens, provocado pelo ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho, falava-se à boca pequena que teria havido um ''racha'' entre o causador de tudo e outra pessoa. Ontem, na CBN, a mãe de uma das vítimas assumiu essa versão. Também na internet há registros periciais que mostram uma possível fraude com ''frames'' das gravações do sinistro, sugerindo possível manipulação. Tem tudo para desaguar em exploração política.

Folclore
Na campanha de 1965 (eleição entre Pimentel e Munhoz da Rocha) o candidato oficial chamou um militante, que aparecia em programas de TV, de Zé Ninguém. O repique veio de forma ideológica com a oposição vendo aí luta de classes, casa grande versus senzala. Aníbal, sempre ele, mostrou que Paulo Pimentel era o candidato do chapéu de palha para identificar o homem do interior, o lavrador, e neutralizar a insinuação. Um dia Paulo, como governador, chega em Barbosa Ferraz e é saudado pelo prefeito Arnaldo Coneglian em faixas ''ao rei, a coroa; ao líder do povo o chapéu de palha''.

Vida privada
Luis Mussi, genro, acionou Paulo Pimentel (crime contra a honra), sogro, e levou a melhor. Essa é uma disputa de mais de dois tempos.

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