De acrítico a cítrico

Nosso legislativo passa por uma crise homérica: de acrítico se transformou em cítrico, um pomar de ''laranjas''. Tentar separar a Comissão Executiva (que afinal por seu presidente e secretário carimbam os atos oficiais, ocultos ou revelados, incultos ou maliciosos) da Direção Geral é artifício mais complexo do que separar, cirurgicamente, irmãos siameses, esse viável numa perspectiva científica. Acreditar que ninguém soubesse o que ocorria é demais e mesmo aí incorreria na desídia e na omissão.

Ironia

Ele (um deputado) aprontou tantas e nada lhe aconteceu que corre o risco agora de pagar pelo o que não fez. Chama-se isso de justiça poética.

Sindicância

Se a Comissão Executiva ignorava o que seus subordinados da Direção Geral faziam (e olhe que isso vai bem além de 2005 a 2009, ao menos uns trinta anos antes) toda ela pode ser chamada de Pedro Bó. Não façam papelão: até o Lula já acabou admitindo, depois de negá-lo tantas vezes, que tinha sido informado pelo Roberto Jefferson do mensalão.

Lentidão

O jurista Juarez Cirino, especialista em criminologia, estranhou a alegação do Ministério Público de que o Bibinho usara um triturador de papel para destruir evidências probatórias. Cabia ao MP chegar antes do presumível acusado fazê-lo até porque destruir provas autoincriminatórias é um ato defensivo como o de um preso fugir quando percebe a cela aberta.

Bonzinho

É quase uma unanimidade o conceito de que Pessuti é bonzinho, mas até agora não mostrou bem a que veio. Reflexão do cientista político Eduardo Schneider.
Seria o anverso do Requião, o reverso ou acabaria também controverso?

Folclore

Celebrava-se o centenário de Lazar Segall e no Teatro Guaíra houve exposição alusiva. O Diretor do Departamento de Cultura do Paraná chegou preocupado à inauguração da mostra à hora do coquetel e perguntou se não estava incorrendo em alguma gafe como a de chegar muito depois do pintor homenageado. O que só seria possível em sessão espírita, que no momento virou moda.

Caixa 2

Amanhã o TRE julga o Caixa 2 do Beto Richa, daquela turma da ''lealdade''( o grupo que operava no caso das pobres de Cerro Azul na Assembleia era da família Leal), a dissidência do PRTB. A legitimidade de parte do partido é inquestionável como parece estar provada a existência de recursos não contabilizados, eufemismo do PT no caso dos mensaleiros. Só isso é fraude e pode render cassação, pouco importando, segundo o ministro Joaquim Monteiro, do STF, (caso Eduardo Azeredo de Minas Gerais, também mensaleiro), se houve participação ou não do político, bastando que tenha sido beneficiado, por mínima que seja essa influência na aritmética eleitoral.

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