LUIZ GERALDO MAZZA
Pobreza de quadros
Tanto as reeleições de Lerner como as de Requião mostraram a nossa pobreza de quadros, que se confirma até no caso do PT que não tem um vice adequado para a chapa com Osmar Dias. E como a delonga do acerto persiste, aparecem candidatos dispostos a disputar a vice ou o próprio governo como André Vargas, Nedson Micheleti e Lygia Pupatto. Mal ajudariam o candidato e muito menos a Dilma Rousseff.
Osmar em parte tem razão: perdeu a eleição por causa do vice uma vez. Precisa-se de um vice que viceje. E quem viceja quer o Senado, que pode ficar com Osmar se as negociações falharem, detonando o PT e com ele a Gleisi.
Sustentável?
Curitiba, tida como das mais sustentáveis, reagiu mal à enxurrada de ontem e a circulação ficou travada. Claro que os triunfalistas farão a comparação com o drama do Rio de Janeiro.
Analogia
O hábito das comparações com São Paulo para elevar a capital paranaense perdeu o sentido em segurança. Temos taxa de homicídio por 100 mil habitantes bem maior. Analogia funcionou no caso das montadoras até em cima da ilusão de que inexistia por aqui uma elite sindical e, de repente, ela se impôs.
Ligeirão
Agora há bronca em relação à cor vermelha do ''Ligeirão'' que sai do Boqueirão para o Centro. Soluções do sistema normalmente são simples: as plataformas garantem o corredor e nesse caso a supressão de alguns pontos intermediários assegura maior eficiência. Subir tarifa tanto no urbano como no metropolitano afeta interesses de Beto Richa e Pessuti, candidatos.
Campanha sutil
Dona Fernanda Richa foi o destaque da campanha ''doe calor'' para amainar o drama dos necessitados no inverno. Mas o sujeito oculto era o marido, a quem não falta cobertura mesmo ausente.
Folclore
O professor Pedro Macedo, de desenho, no ginásio paranaense, olha o que os alunos estão fazendo na composição de um losango. Um, travesso, desenha um pênis que toma toda a folha do caderno. O mestre olha e observa: ''Peço para fazer um losango e o gajo me faz um zepelim''.
Farsa
O drama vivido pelo Rio mostra a picaretagem das promessas sedutoras para a Copa e os Jogos Olímpicos: irônico e trágico pensar que se falou tanto em mobilidade urbana. Se a foto do momento valesse, Rio, São Paulo e Minas estariam vetados no item tão apregoado. Em Curitiba tentaram vender o metrô que se iniciasse agora inviabilizaria a mobilidade pelas operações nas canaletas, justamente o setor mais eficiente do sistema.
O partido
Gleisi Hoffmann admitiu que se houver uma ordem do partido para que dispute a vice (questão chave para a candidatura presidencial) ela se engajaria.





