Curitiba em 20 anos


O recente encontro na capital que avaliou cidades propositivas, logicamente Curitiba entre elas, se não a mais referencial, só serviu para mostrar, de uma forma clara, aos observadores que a megacidade não se renova e ingressou num ritmo que pode torná-la inviável. Estão perdidas as referências de um passado recente quando ainda era possível intervir na realidade e induzir um certo tipo de crescimento com algum ordenamento. A ânsia dos negócios se tornou a linha dominante das prioridades com um adensamento de edificações tanto no centro como nos bairros e até na Região Metropolitana que terá logo os seus choques anafiláticos em maior perturbação na circulação.
Da mesma forma que a concepção lerneriana dos anos 70 a 90 se esgotou, o pior é que não temos nada como proposta de recuperar a cidade e mantê-la na linha do setor secundário da economia (serviços), com alavanca na tecnologia, e buscando uma industrialização menos agressiva e que complemente a tal malha produtiva das montadoras. Curitiba em 20 anos, se forem mantidos os padrões atuais, poderá defrontar-se com o caos de São Paulo, Rio e Belô.

Humor


O Twitter pode, enfim, colocar um molho de humor em nossa política. Requião sugeriu que Romanelli poderia ser o vice de Pessuti e viu a resposta de que isso é tão viável quanto a candidatura presidencial dele no PMDB. Um outro, ao perguntar sobre a Disneylândia, foi aconselhado a falar com o Pato Donald e o cara mostrou a sua preferência pelo Pateta.
Acho que se isso acontecer segue-se o conselho do Guevara: a referência à ternura poderia também abarcar, semanticamente, o humor.

Gripe


A Associação Médica preocupada com os sobressaltos da pandemia, em seu primeiro turno, reuniu os secretários de Saúde estadual e municipais para unificar o discurso em torno do problema e evitar confusões.

Eufórico

Depois do discurso de Requião no Jockey Club o ritmo de Orlando Pessuti mudou para melhor como candidato. É o mínimo que pode fazer para evitar a debandada se não estiver bem, lá por maio, nas pesquisas.

Camisa de força


O vereador Denilson Pires quer a proibição, pura e simples, de usuários dos ônibus andarem de camisas de clubes de futebol. Urbs, Diretran e Guarda Municipal são incompetentes para combater os pula-catracas. Imaginem para uma medida mais radical como essa.

Metodologia


Anunciam metodologia nova para tarifas de ônibus: prefeitura quer rachar com empresários o subsídio que adota para livrar-se dos reajustes. Magia pura.

Folclore

Se torcedor não pode entrar em ônibus com camisa de time de futebol também seria necessário que se fizesse o mesmo com os cabos eleitorais, em certos casos mais belicosos que os torcedores.

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