LUIZ GERALDO MAZZA
Seis dias de enrolação
Apesar de todo o empenho do tucanato regional, Rossoni à frente escudado por Afonsinho com o acordeão afiado, teremos mais seis dias na novela tucana. Até lá já terão sido sopesados todos os fatores que favorecem ou prejudicam Beto Richa e Alvaro Dias na questão mais importante a campanha de José Serra. Ao longo do tempo o senador Alvaro Dias se mostrou mais profissional e bem mais competente que seus adversários, dando-lhe um ''suadouro'' digno de nota.
A ansiedade do grupo ligado ao prefeito se justifica porque nesse processo o desgaste foi só deles, uma vez que parece óbvio que a opção é por Beto e nada justifica o clima de desespero e angústia vivido. Beneficiário maior de tudo isso é o senador Osmar Dias que teve tempo para aproximações não apenas com o PT, mas ainda com setores do PMDB, muitos deles até outro dia convencidos que a melhor saída seria apoiar o prefeito.
A eleição nacional foi colocada em segundo plano pelos ansiosos adeptos do prefeito curitibano e essa circunstância é que acabou transformando Zé Serra no juiz dessa contenda. Há até uma pesquisa interna que tenta responder à questão de quem mais favoreceria o candidato presidencial tucano, prova enfim de que têm dúvidas que se adensaram na desmistificação feita por Alvaro Dias.
Fato relevante não é esse e sim o estrago que a candidatura de Osmar Dias irá provocar ao fortelecer o palanque de Dilma Roussef, até então anêmico.
Caixa dois
A representação do PRTB contra o caixa dois daqueles dissidentes que negociaram com Beto Richa reaviva um problema que os acomodados acreditavam esgotado. O caso de Cassio Taniguchi levou muito tempo e a decisão que o favoreceu só saiu quando já estava fora da prefeitura. Há ainda o entendimento do ministro Joaquim Monteiro, do STF, no caso do mensalão mineiro do senador Azeredo, quando afirmou que mesmo a inocência do acusado por ausência de provas, não evitaria a sua punição como beneficiário. Jurisprudencial.
Inevitável também o uso na campanha eleitoral.
Prensa 1
Outro acidente de percurso pode ser a prensa dos motoristas e cobradores pelo aumento salarial já, o que implicaria em reajuste de tarifa. A relação pactual entre prefeitura (via Urbs), empresários e trabalhadores, que têm dado margem a greves encenadas, mas que no fim garantem o aumento (de salário e tarifa), pode sofrer atritos em função da prometida licitação do sistema, mas não será nada fácil contornar a demanda.
Prensa 2
A segunda feira, 22, vai ser o dia ''d'' para duas greves ensaiadas: a dos policiais civis que Requião pretende ganhar na intimidação e no grito e a da Guarda Urbana do município, mais um fator de desgaste para Beto Richa justamente na data final da disputa no PSDB com Alvaro Dias. Greve mal resolvida é ônus eleitoral inevitável como o de Alvaro com os professores e as bombas no Centro Cívico.





