Presunção ética


Não está na lei, mas deveria constituir-se um limite o desencadeamento de licitações em cima de processos eleitorais. Muitas dessas do governo federal estariam enquadradas, incluindo as que sofreram veto do TC da União e assim mesmo a administração não deu bola.
Seria incabível, em cima do laço, por motivações óbvias e a tradição de os empresários abastecerem as finanças de partidos está entre elas, que algo como o condomínio do lixo fosse colocado em disputa nesses dias como aconteceu ou ainda, essa outra do transporte coletivo em Curitiba. Da mesma forma certames como o da aquisição da draga chinesa, alvo de contestação judicial, se veriam inviabilizados por uma norma não escrita e de caráter ético.
São presunções morais altamente justificáveis que deveriam operar como fator de contenção de políticos e julgadores.

Radares


Restabelecido o funcionamento dos radares por um alegada necessidade pública, conforme o entendimento de um desembargador (Ruy Fernando de Oliveira) em oposição a uma câmara cível que impôs o desligamento por unanimidade, urge mostrar a sua utilidade: saber se tivemos ou não mais acidentes por estarem fora do ar. Se isso não ficar demonstrado provar-se-á a inutilidade de aparato tão caro, alvo de tantas suspeitas, ainda mais depois de não registrar a passagem do carro assassino do deputado Carli Filho.

Devassa


O Conselho Nacional de Justiça vai mostrar uma das razões pelas quais a criminalidade anda fora de controle aqui no Paraná: a devassa no sistema penitenciário, que abrangerá as cadeias nas delegacias, mostrará que esse é um dos fatores de imobilização operacional. 162 homicídios só em janeiro na Capital, uma amostra. Outra a história incrível do médio fazendeiro, vítima de mais de 40 assaltos, documentados em boletins de ocorrência e nenhum apurado. Ramsés diz que se trata da melhor política social do Brasil.

Vergonha


Edifícios da Universidade não têm licenciamento dos bombeiros. No prédio histórico não havia aulas no ano ou por greves ou risco de incêndio. Num dia pegou fogo no mezanino em que funcionava a agência do curso de turismo.

Folclore


Um amigo de Maneco Facão (Manoel Ribas) constantemente quando o encontrava pedia emprego para o filho. Um dia o interventor ordenou ao chefe de gabinete que avisasse o fulano que o filho dele seria nomeado pianista do Palácio São Francisco. O pai vai lá e observa que o filho não sabe nem abrir um piano. Ribas, tranquilo, retruca: ''e o que tem isso? No Palácio não tem piano!''

Pendular


Osmar Dias esteve na véspera do almoço com Dilma com o PSDB nacional e ainda papeou com Beto Richa. Tudo em Brasília.

Na sambiquira


Requião não dá ponta pé no traseiro de Henrique Meirelles, também do partido, porque se machucou na queda do palanque.

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