Mal na fotografia

Não é só na partilha do orçamento que vamos mal, embora tenhamos dois ministros e Itaipu. A prova está aí: vejam com que seriedade é encarada a candidatura presidencial do governador. Ele também tem parte da culpa, mas a nossa mediocridade de conjunto pesa. E não há esperança, o que é pior, que tenhamos quadros para mudar essa contingência.

Funil

Mobilidade urbana na avenida Cândido de Abreu é imposível: o tráfego da zona norte cai todo, a partir do Centro Cívico, naquela rua. Um ônibus linha Ahú-Los Angeles levou 20 minutos do primeiro ponto até o Shopping Mueller. Aí vem a picaretagem da Copa de 2014 sugerindo que até lá se resolve tudo.

Infraestrutura

Fala-se em PAC e o Brasil está mal de infraestrutura como se viu ontem na BR-116, sentido São Paulo-Curitiba, com a interdição da ponte sobre o Pardinho. A antiga BR-2 tem pouco mais de 50 anos, à exceção da parte duplicada, que é bem mais recente, e está reclamando reengenharia. A bem da verdade movimento nas encostas obrigou a construção de reforços, custo de viaduto, em vários pontos. O rio Azeite, antes de Jacupiranga, saiu do leito, com a mudança do regime de águas (a diretriz da rodovia era sobre uma área virgem em que jamais o homem puzera o pé) e isso obrigou a uma série de obras de arte.

Mistério

Ainda sobre a área do acidente: há um conflito não resolvido de fronteira entre Paraná e São Paulo. Houve época em que a fiscalização de rendas dos dois Estados ferravam os mesmos contribuintes. A cidade de Barra do Turvo, um dos bolsões de subdesenvolvimento paulista, verdadeiro nordeste da Ribeira, foi um desses cenários. Há muito tempo.

Opção

Entre o twitter e o BBB, por incrível que pareça, este é mais interessante. Muitos jornalistas agora, em lugar de checar o noticiário, se ligam no twitter. Imaginem a sensaboria que deve ser o do Beto Richa, empolado e formal. Mil vezes o do Requião que leva a grosseria à sublimidade.

Aeticismo

Andamos tão distraídos que de repente sai um institucional de banco envolvido no mensalão como prova de lealdade e eficiência.

PF

Uma constante nos últimos governos é ter delegados da Polícia Federal. Isso se deu com Lerner e Requião e ocorre com o Beto Richa com o Franceschini. No primeiro governo Requião o secretário de Segurança era da PF e com pretensão a fazer carreira política: o Moacir Favetti. Momentos agudos foram o do caso das bruxas de Guaratuba e o conflito do MST e Polícia Militar em Campo Bonito com saldo de quatro mortes, três PMs e o lider sem terra Teixeirinha.

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