Pacto da mobilidade

Semana que vem, dia 13, Curitiba assina em Brasília o pacto da mobilidade urbana para a Copa de 2014. Luciano Ducci representa Beto Richa que vai receber nos Esteites um prêmio pela obra inconclusa da Linha Verde. Incrível a desfaçatez das promoções lobísticas em torno do tema num momento em que São Paulo, Rio de Janeiro, Minas e Rio Grande do Sul naufragam nas enchentes. Se a Copa impuzesse a solução desses problemas, agravados por acidentes naturais, como condição ''sine qua non'' para a sediação, adeus futebol.
O curioso é que no exato momento em que se fala em mobilidade a licitação do transporte público de Curitiba não abrange as áreas integradas da Região Metropolitana, quer dizer detona o maior ganho em escala do sistema por sua abrangência. Dá impressão que o time que está jogando é da 2 Divisão.
Felizmente o bom senso volta na questão do metrô: ficou para as calendas e mesmo que a obra acontecesse, o que seria um absurdo por falta de debates com a sociedade, ela exatamente teria a função excepcional de tirar a mobilidade dos corredores do transporte com o andamento das buraqueiras, agravável com as chuvas.

Ainda Luciano

A lealdade de Luciano Ducci é permanente? Se for, ele pode ser chamado a um ato de fidelidade ao PSB que até a eleição pode ter Ciro Gomes como postulante presidencial expressivo. Em política as lealdades são relativas: ficou visível na sucessão estadual passada que Luciano era a expressão mais forte do governo municipal próxima a Requião, tanto que seguidamente era parceiro na ''escolinha''. Foi em cima dessas variáveis que Osmar Dias perdeu a eleição.
O maior fracasso o do PSDB que perdeu a convenção para Hermas Brandão e deixou essa bancada de maioria requianista.
Com Ciro na disputa, a perda do PSDB na prefeitura pode ser maior do que se imagina. Não repetirá certamente o acerto Serra-Kassab.
Também as tais pesquisas não deram o que os triunfalistas de Curitiba esperavam, já que ficou nítido, em duas delas, o empate técnico com o PDT. Talvez esteja aí a esperança remota do Valdir Rossoni no restabelecimento da aliança que elegeu Beto Richa com Osmar no grupo. Se há algo que se pode dizer dos tucanos é que são equilibrados. Afinal estar no muro condiciona.

Ironia

Brasil, país dos contrastes: enquanto se desenvolve a Copa São Paulo a revelar novos talentos, os clubes de primeira linha adquirem veteranos. Na primeira partida do campeonato catarinense uma amostra: Sávio, aquele que foi do Flamengo e do escrete, sai pelo Avai e o Viola pelo Brusque. Maior raio de gerontocracia é a do Corinthians com Ronaldão, Roberto Carlos, Iarlei, Tcheco.

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