LUIZ GERALDO MAZZA
O mínimo é o máximo
Terça-feira, provavelmente na ''escolinha'', o governador anuncia o novo mínimo regional que é, obviamente como tudo, o maior do Brasil e deixa tanto paulistas como cariocas e mineiros morrendo de inveja. Para funcionários do Estado não há colher de chá: permanecem roxos de tanto arrocho. Metáfora ainda contra o mínimo mixuruca do Lula.
Tarifa, obsessão
Saiu o edital da licitação do sistema de transporte coletivo. No fecho do ano e das festas e com a promessa de que a seleção se fará pertinho do carnaval em função das propostas técnicas apresentadas. Em clima festivo porque antes vai sair o reajuste da tarifa (evidenciada como uma obsessão do Beto Richa que a manteve congelada por cinco anos) em função do contrato coletivo de motoristas e cobradores em janeiro e isso é muito forte como fator de desgaste político. Buscará driblá-la sob a alegação de que haverá um novo modelo de cálculo e também de custos em função da concorrência.
Nem todas as empresas estão numa boa e várias se encontram insolventes.
Para o mundo
Requião está fissurado no twitter e anunciou mensagem à família brasileira. Quase como o Papa ''urbe et orbe''. E nela posa, a um só tempo, de vítima e de justiceiro. Embora formado em jornalismo, guerreia as notícias, causa maior do seu desalento. Até as boas como a pesquisa de vitória fácil no Senado.
Bronzeamento
Apesar da proibição expressa da Anvisa, clínicas de bronzeamento artificial funcionam normalmente na Região Metropolitana. Não há fiscalização.
Retrô
Nada mais retrô do que a retrospectiva da ''escolinha'' ontem do ano todo. Um tratado de promessas não cumpridas e dilatadas e de culto à personalidade quase no nível de Fidel e Chavez. A arte sublime de gastar o tempo com o nada.
Folclore
Na política brasileira o Pinguim derrota o Batman e o Doutor Silvana acaba com o Capitão Marvel. Lula teve razão quando falou da necessidade de se acertar com o modelo Judas. Sem traição é impossível o exercício político.
Teste
Fala-se em mais de um milhão e meio de pessoas nos balneários do Paraná, um teste barra pesada na sua infraestrutura de saneamento, estradas, comércio e os serviços de um modo geral. Gente demais para pouco espaço. Como ensinava Lerner: não faça de sua válvula uma arma contra você e evite usá-la. É um ataque de mísseis pra ninguém botar defeito.
Frouxa
Curitiba, urbanisticamente, está ''frouxa'': sem planejamento e com uma filosofia deletéria, a de colocar os interesses imobiliários acima da qualidade de vida comum.





