Pesquisas: 1º e 2º grupos

Diante de uma sondagem DataFolha ou Ibope e uma regional, qual delas seria mais qualificada? Obviamente as nacionais, as do primeiro grupo, embora tenhamos aqui no Paraná feitos de algumas locais acertando com mais precisão como se dava com o Instituto Bonilha na Capital ou o Alvorada em Londrina.
Operando na província estão elas sujeitas a fatores condicionantes de mercado como esses que predominam em relação à mídia e que só agora recentemente e graças a Requião, por via oblíqua, se tornam mais flexíveis. Já vimos erros brutais do Ibope que atribuía a Rubens Bueno, do PPS, menos de um dígito quando chegou a 20% do eleitorado na eleição curitibana.
Como os institutos de beleza os de opinião têm pesos distintos conforme o seu currículo e a abrangência de sua atuação. Dos institutos locais, um caso de sobrevivência porque vários tiraram o time de campo, a Paraná Pesquisas faz trabalhos para empresas grandes como a RPC. Os laços dessa malha de interesses são inevitáveis, embora haja uma espécie de ''distanciamento'' entre a empresa contratante e a pesquisa em si.

Empate das maiores

Na sequência de empates técnicos entre Beto Richa e Osmar Dias no Ibope, distância de três pontos, encostando na margem de erro, e no DataFolha, aí por dois pontos, segue-se a da Paraná Pesquisas com o prefeito curitibano levando a melhor sobre o senador por 5 pontos e também do irmão Alvaro vencendo o mais novo por 40 a 35 quando a agência paulista expressava goleada em favor do PDT. É evidente que o processo eleitoral é um Pantagruel com apetite famélico por pesquisas e elas fazem o fermento do processo e mobilizam os ''alquimistas'' ocupados na exegese dos números com pose de demiúrgos, gênios infalíveis, em favor de quem atua a amnésia do respeitável público.

Requião em primeiro

A Paraná Pesquisas satisfez a curiosidade mórbida do PMDB ao incluir Requião na lista de presidenciáveis e aqui no Paraná, o que também não espanta, ele sai à frente de José Serra com 31,2 a 30,9, um empate técnico com a Dilma em terceiro com pontuação fraca (12,4). Isso não compensa o oitavo lugar que o DataFolha deu a Requião no ranking de governadores, Aécio Neves na ponta.
O massacre de classificações que beneficiam Beto Richa em escala nacional decorre de uma campanha de longo prazo de ''construção da realidade'' e que encontrou seu ponto máximo com Lerner, daí Curitiba ser a terceira do mundo e mais recentemente em igual posição como a mais ''esperta'' da revista Forbes.
Somos autárquicos, falamos para dentro e nem Munhoz da Rocha e muito menos Ney Braga, que tentaram fugir ao confinamento, o conseguiram. Consequência: essa política de marketing, já consolidada, melhorou a nossa autoestima, mas nos condenou a um espantoso conformismo, quase ao nível da passividade bovina. E aí o DataFolha fica igual aos institutos provincianos porque reproduz a visão ''idealizada'' interna quando mostra estilos tão diferentes como os de Beto Richa e de Cassio Taniguchi como maiores prefeitos de capitais.

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