LUIZ GERALDO MAZZA
Mobilidade urbana
Um dos argumentos em favor do metrô é que ele melhoraria a mobilidade urbana para a Copa do Mundo. Subordinar a sistemática de transporte a uma ruptura de filosofia e doutrina, a do desenvolvimento na superfície, em nome de um evento curto e de poucos jogos é fantasia demais. Basta olhar o que se dá agora, neste momento, em São Paulo, Rio e Belo Horizonte com as enxurradas para a percepção de quanto é falsa a condicionante colocada e como se tenta edulcorar os feitos benéficos da Copa de 2014.
Até lá é impossível, sem uma ruptura de todos os planos e cronogramas, imaginar esses três grandes centros metropolitanos livres das cheias pela simples constatação de que não há como em médio prazo vaciná-los, de forma adequada, com um sistema de drenagem que ofereça mais garantias.
Mesmo que a formatação desejada pela prefeitura com participação de grupos privados no empreendimento do metrô seja bem sucedida a cidade, pela circunstância das obras, seria condenada a travar-se justamente nos corredores de transporte, e por longo tempo, talvez em cima dos jogos.
Outra coisa: Curitiba tem sido apontada como modelo por uma logística centrada na superfície e de repente, sem discussão adequada, despreza aquilo que mais a destaca em nível nacional e mundial, tanta vezes decalcada.
Crueldade
Semana passada um grupo de bandidos, fortemente armado, rendeu a família e empregados da casa número 22, rua Adolfo Melzer, de Hidki Hattori, Bacacheri. Levaram grande quantidade de pertences, dinheiro, joias, eletrodomésticos, mas o ponto máximo da crueldade está no fato de terem capturado o cão Dimmi, da raça yorkshire terrier, alegria da casa. A família mandou colocar cartazes com a foto do animal de estimação e oferta de gratificação no desespero de encontrá-lo. Crimes, iguais a esse, ficam sem solução.
Drenagem
Dois dias contínuos de chuva mostraram a precariedade da drenagem na Capital e que falha pela obstrução de rios, canais, bocas de lobo e bueiros e ausência de um plano frequente de manutenção.
Tensão
Como o pacote que beneficia o Ministério Público (e o Tribunal de Contas) foi criticado pelo Conselho Nacional da categoria e houve a resposta justificativa de Olímpio Sotto Maior percebe-se que se repete aí uma relativa tensão como se dá também com o CNJ. Novidades que mexem com rituais viciados levam tempo para se transformarem em rotina e gerarem uma nova cultura. No fundo ninguém gosta de controle externo e acha que a Corregedoria já é suficiente.
1-9-0
Fala-se que contratos com atendentes do 1-9-0 não serão renovados. O sistema já é precário mesmo com tudo nos trinques.





