LUIZ GERALDO MAZZA
Cronogramas esperados
Tantos as desventuras de Beto Richa com os radares desativados como a das tarifas do pedágio que Requião finge combater eram esperadas e constavam de um cronograma inevitável. Para Requião em sua aventura presidencial já levou um ''deixa pra lá'' do governador do Mato Grosso do Sul e Beto Richa, além das derrotas judiciais, tem pouco tempo para reafirmar que licita o transporte coletivo ainda este ano e que o faz também com o metrô. Só que em janeiro há o dissídio coletivo de motoristas e cobradores e o inevitável aumento de tarifa. Um Papai Noel de saco cheíssimo para os dois.
Suspense
Se aguardamos até amanhã a decisão de quem fica, quem cai e quem ganha no campeonato nacional não havia porque ficar exasperado ontem com a demora na escolha das chaves da Copa de 2010.
O caos
Uma espécie de terrorismo noticioso, dirigido da prefeitura, tentava desde anteontem mostrar os efeitos danosos para o trânsito da suspensão dos radares. Só uma coisa está até hoje sem resposta: o não registro da passagem do carro de Ribas Carli pelos equipamentos, tidos como eficientes, na tragédia que matou dois. Já deram várias explicações, nenhuma convincente. Quem pariu Mateus que o embale: o gerador do caos e do chuncho foi a Urbs, mais do que advertida para o caminho temerário adotado.
PT vice
Orlando Pessuti conclama o PT a completar a chapa do PMDB com Gleisi na vice.
Aliás em política é sempre assim: ninguém acredita no que fala.
Porta fechada
Requião não podia ouvir ''O menino da porteira'' tal o drible que levou do governador do Mato Grosso do Sul em sua arrancada ''presidencial''.
Folclore
Com o registro de 10 mil infratores no primeiro dia e muito mais no segundo com a suspensão dos radares não se sabe se didaticamente a Urbs quer mostrar a temeridade estabelecida com a medida judicial ou lamentar as multas não pagas, tanto as de agora com as nulas das citações pelo Diário Oficial.
Lixo
Com o ajuste geométrico da Caximba por mais um ano e a autorização para a deposição de lixo ali pertinho em área de Fazenda Rio Grande (pertencente à Estre Ambiental) teremos mais oferta do que procura para destinação dos resíduos. Se isso baixa custos e aumenta eficiência é que não sabemos.
Metrô
Como há notórias dificuldades para emplacar o metrô curitibano multiplicam-se as iniciativas para levantar o assunto: depois de amanhã haverá debate sobre o tema promovido pela Associação Paranaense de Escritórios de Arquitetura.





