O palanque ruiu

Tanto Requião como Beto Richa vivem no palanque, um agredindo e o outro agradando, coisa aliás que se dá também com o presidente Lula. Só que às vezes o palanque não aguenta o peso e desaba como se deu ontem em Paiçandu, pertinho de Maringá. Se o Orlando Pessuti está no grupo o desastre seria maior e bem mais cedo. Felizmente o governador, acidentado, ficou apenas com o pé magoado, o que o inabilitará a chutar a sambiquira dos áulicos desobedientes e adversários. Se tudo foi fiscalizado e deu no que deu é preciso apurar. Sirva o episódio de alertamento para montagens inadequadas de palcos. Nem todos são firmes como o gabinete de Beto Richa e a ''escolinha'' de Requião.

Saque territorial

A fragmentação nem sempre racional do território com a criação de municípios pode retornar a todo vapor com a emenda que devolve a função aos Estados. Será temerário se não houver marco regulatório centrado em informações do IBGE em torno da realidade econômica e também com regras claras que não prejudiquem a área desmembrada. Em clima de eleição, de qualquer forma, é um prato cheio.

Cadastro

O cadastramento de clientes de bares, como deseja o vereador Roberto Acioly, é manobra escapista em termos de prevenção criminal. Aliás vereadores, não todos, bem como deputados, têm interesse no ramo. Cadastrar seria inócuo, além de inútil num país em que motorista bêbado se recusa ao bafômetro e tem todas as garantias judiciais, inclusive para recusar-se ao exame de sangue. Se MST pode invadir, pilhar e matar sem ser processado, porque não tem CNPJ, a trôco de que alguém se submeteria à camisa de força de um cadastro obrigatório para a curtição de um lazer?

Riscos

Se palanque pode desabar transporte de material nuclear, como se deu ontem com o Césio 137 no Centro Politécnico, recomenda cuidados especiais para que não se repita a tragédia de Goiânia com a mesma substância.

Folclore

Sobre o mau odor dos bueiros e bocas de lobo da Capital o engenheiro Ruy Pigatto lembra da frase dos anos 50: ''Cidade Sorriso com mau hálito''.

Redundância

90% das pessoas que estavam no Tatuquara para o lançamento da ''bolsinha'' do Beto Richa já recebem o Bolsa Família do Lula. Non bis in idem, ninguém pode ser punido ou agraciado pela mesma coisa duas vezes. Ah esses latinos que mal conheciam os nossos ladinos.

Os radares

Ainda não foi concluído o acordão do caso dos radares da Urbs-Consilux, um dos vícios pactuais da praça sustentado há cinco anos em aditivos. Por ele é que se conhecerá a extensão dos efeitos da medida que suspende o contrato que ofende as mais primárias regras do Direito Administrativo.

mockup