Prólogo do epílogo
Vai ser assim, enquanto pintar esse começo do fim. Não só na ''escolinha'', mas em todos os momentos. Procura-se evitar o tom melancólico daquilo que se extingue. Requião tem menos de quatro meses para queimar etapas, transformar factóides em eventos épicos tal qual fez com a partilha de ônibus escolares.

Abandonou a infraestrutura econômica e a evidência deu para ver no feriadão com as estradas abandonadas e as únicas que funcionam, as pedagiadas, como o testemunho de uma omissão em compromisso de honra, aquele de baixar ou acabar.

Encenações haverá como sempre: o terminal de álcool que não funciona é claro exemplo tal qual essa expectativa em torno de uma draga de negociação suspeita e de um porto até hoje sem condições operacionais adequadas que ficou com o Canal da Galheta comprometido nada menos de sete anos.

Haja alegoria
Enquanto os problemas de segurança forem enfrentados com medidas psicológicas e alegorias como essa da distribuição de presentes na Vila Icaraí como a tentar o símbolo de uma presença, a do Estado, normalmente inexistente, dada a folga que permite o toque de recolher com uma espécie de comando ninja do narcotráfico. Aí, as ações do governo atual lembram as de Lerner com os tótens aparatosos e inúteis, símbolos da presença estatal. Com uma diferença: naquele tempo havia mais de 4 mil PMs na Grande Curitiba e o efetivo da civil era quase o dobro.

Aparecer para presentes ou blitze ocasionais já se comprovaram inúteis. De outro lado, não há milagre possível com falta de efetivo.

Parceria
A relação da Duke Energy, que opera na bacia do Paranapanema, com a Cemig é de parceria em estudos sobre aproveitamentos do rio Doce. Em agosto, em Minas, houve especulação de que a Cemig, que está com atuação forte além daquele Estado e no exterior, adquiriria a Duke Energy, o que não procede, uma vez que a concessionária mantém o interesse nas áreas em que opera nas quais investe em tecnologia, recursos humanos e em intervenções físicas, incluindo as de reflorestamento de 6 mil hectares com 10 milhões de árvores.

Eufemismos
O Macaco Simão costuma dizer que a arte do eufemismo é dos tucanos. Tivemos prova ontem de que esse dar um sentido multifacetado a palavras e eventos é também especialidade da fauna política local. Se o secretário de Segurança está e sempre esteve disposto a debater com os parlamentares por que só agora e de forma ''espontânea'' e não convocada é que se dispõe a ir ao Legislativo dia 27? Por que submeteu o líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli, a bloquear todo pedido de informação e de convocação durante tanto tempo? Talleyrand dizia: a palavra foi dada ao homem para dissimular-lhe o pensamento.

Folclore
Requião deu uma dura nos seus auxiliares porque não assistiram ao festival de cinema. Anos passados, Lerner, com mais elegância, fez o mesmo com a equipe por não ter comparecido a uma exposição renascentista. Empataram.

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