LUIZ GERALDO MAZZA
Balanço da impotência
O massacre de oito pessoas, sábado no bairro de Uberaba na capital, reafirma que o maior problema do Paraná é o da segurança. Estamos nos acostumando, o que é sinal de embotamento, com as chacinas. Na Região Metropolitana são as mais comuns como tivemos em São José dos Pinhais por duas vezes, Araucária, Campina Grande do Sul e a maior de todas em Guaíra. Há espaços em que carros de cerveja, cigarros, refrigerantes e gás só entram pagando pedágio. É a situação de Uberaba, onde o crime chegou à ousadia de ditar o silêncio. A banalização desse quadro revela impotência, nada mais. O efetivo da PM lá por volta de 2003 era de 4 mil e hoje está em 2.500. Não há milagre que supere tal carência. No fundo de tudo isso o narcotráfico.
Metrô
Orlando Pessuti, pré-candidato a governador, defendeu ontem o metrô de superfície para Curitiba. Na verdade, a discussão não é entre metrô enterrado ou semi, mas o metrô emperrado. Desde os anos 70 se cogita o metrô. Na ''bienal'' de projetos do IPPUC há um estudo de autoria do professor Euro Brandão.
'Indústria'
Procedimento inicial do Ministério Público apura a notificação pelo Diário Oficial de Curitiba (tiragem de 130 exemplares), via Urbs, de motoristas infratores, nada menos de 39.534 em apenas seis relações, o que deixa escancarada a ''indústria da multa'', bom tema, outra vez, para a campanha eleitoral.
Sanepar
Está desmistificada, também, a suposta ''saúde de vaca premiada'' da Sanepar com a manifestação ruidosa dos seus trabalhadores por direitos não atendidos.
Cemig avança
As Centrais Elétricas de Minas Gerais agridem o mercado e estão presentes em todo o Brasil e no exterior. Ela acaba de adquirir a Duke Energy que operava no Rio Paranapanema. A Copel não se acerta nem com as produtoras de baixa queda ao tentar impor-lhes que a estatal detenha a maioria da sociedade. Se não recuar nessa pretensão, o negócio inviabiliza.
Folclore
Cândido Gomes Chagas é o vereador alternativo da cidade, principalmente, em questões de trânsito. Domingo ele batia papo com servidores da Diretran, mostrando-lhes o absurdo de estarem se incompatibilizando com as pessoas num dia de baixo movimento, ao guincharem automóveis. Nessa oportunidade uma viatura da Guarda Urbana transitava pela calçada e o Candinho, singelamente, sugeriu que o pessoal da Urbs guinchasse o carro da Guarda pela infração. Se a Prefeitura dá duro em funcionários para o cumprimento da Lei Antifumo, como fez ontem, não pode frouxar diante dos infratores do trânsito.
Dissimulação
Há políticos que não passam de um ácaro e tentam sugerir que são um Ícaro.





