LUIZ GERALDO MAZZA
Desmancha-prazeres
De vez em quando Requião gosta de fazer o papel de feitor, uma espécie de Maneco Facão, aquele que fazia o Paraná acordar mais cedo para dar incertas nos municípios e ver como os serviços estaduais estavam funcionando. Consta até que ao não encontrar o delegado, o chefe do distrito sanitário e da arrecadação nos seus postos na Lapa teria proclamado ''berço de heróis, terra de vagabundos''! A legendária Lapa reage a cada rememoração da cena.
Pois Requião, nestes dias, decidiu que dia 8, consagrado em Curitiba a Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, a padroeira, não será ponto facultativo, mas de expediente normal até para não afetar o ''quórum'' da ''escolinha''.
Enquanto os demais órgãos de Estado (Tribunal de Justiça e de Contas mais Assembleia Legislativa) esticarão o feriadão por mais um dia, a turma do Executivo dança, o que afinal não acontece a primeira vez. Só falta agora o ideólogo de plantão sugerir que se trata de um corte epistemológico na onda de hedonismo, curtição e prazer do neoliberalismo de direita dos nossos dias.
Judiciário
O Judiciário curte plenamente o feriadão, mas no último dia útil, sexta, terá um encontro de juízes do interior que vem debater no Órgão Especial a ameaça, até agora não revogada, em que pese toda a resistência, de condicionar férias forenses ao cumprimento da Meta 2, do Conselho Nacional de Justiça, de julgar os processos distribuídos até 31 de dezembro de 2005 neste ano. Ausência de infraestrutura administrativa (não há assessores como no segundo grau na instância inferior) o impede. O conflito é criativo e até afirmativo, todavia deve-se considerar que quatro anos de prazo não é pouco, por mais irreal que seja a proposta.
Veranico
Se o tempo não conspirar a ida às praias vai ser um espetáculo e que recomenda cuidados na estrada. Na semana passada Camboriú estava festiva e em toda a orla catarinense o movimento era bom. No Paraná, nem tanto, mas é bem possível que Guaratuba e Matinhos mantenham a boa tradição.
Salvador
O senador Osmar Dias tenta salvar a multa do Paraná aplicada pela Secretaria do Tesouro Nacional e agora reclama, no caso de Curitiba, que quem não se mexeu foi Beto Richa. Quem espera algo de nossos políticos está fadado a ficar bem de narizinho de palhaço.





