LUIZ GERALDO MAZZA
Palanque múltiplo
Se sair a candidatura de Marina Silva ela poderá ser a preferência de parte ponderável do PMDB que se dividirá ainda entre Serra e Dilma no Paraná. Já a base aliada lulista pode ter o apoio do DEM em favor do senador Osmar Dias (agronegócio em primeiríssimo lugar) sem respaldo a Dilma. A confusão beneficia Requião para o Senado sem turbinar Orlando Pessuti e o ''pega'' fica entre Osmar e Beto Richa com vantagem para o primeiro. O ingresso de Marina quebra a linha plebiscitária desejada por Lula e impõe aos verdes a tese da candidatura própria estadual para incrementar o pleito proporcional.
Copel
O fundo de pensão da Copel não perdeu apenas no caso do Banco Santos. Calote do grupo Ulbra do Rio Grande do Sul deu prejuízo de R$ 16 milhões. Um que corre risco é o Previ, do Banco do Brasil, no caso do porto de Antonina na Ponta do Félix, prejudicado com os tumultos da gestão temerária dos terminais.
Eficiência
Pelo jeito o Comitê Olímpico Brasileiro não escapará das críticas pela baixa performance dos nossos atletas, embora pareça estar fora de julgamento como se viu nos gastos do Pan do Rio até hoje não condenados. Isso em nada favorece a pretensão de sediar os Jogos no Brasil, tanto os gastos como o desempenho.
Torcida
Com a decisão do PSDB de sair com candidato próprio, Osmar Dias disse que nada muda e que ainda torce para que seu irmão, Alvaro Dias, o apoie. Forma sutil de pedir ao irmão que não concorra.
Camelôs
Quem pariu Mateus que o embale: quem botou os camelôs nas ruas da Capital foi Maurício Fruet como prefeito, apoiado por José Richa governador. Agora Beto Richa, o filho, dá uma de Rafael Greca e alega que ambulantes não ambulam e ameaça tirá-los do centro. Mas o pessoal do Springfield, condomínio que invadiu a D. Pedro II, pode ficar tranquilo: nada lhes acontecerá.
Folclore
Entrevistado nas rádios, Osmar Dias, depois da notícia de que o PSDB segue outro caminho, disse que continua ''costurando''. Se está costurando o que em parte já descosturou imita a lendária Penélope que aguardava o retorno do seu marido, Ulysses, da ilha de Ítaca fazendo e desfazendo o tricô.
Carro-bicicleta
Lerner sugere um tipo de carro que pode exercer o mesmo papel da bicicleta em Paris, que a Gleisi Hoffmann quis trazer aos nossos hábitos. Seu nome é dock-dock e poderia homenagear Requião usando mamona como combustível. Nos anos 80-90 houve um protótipo elétrico semelhante na França. Na Riviera, desde 2007, há alguns operando no mesmo tipo de função como em 2008 em Baltimore, USA, também. Aluguel de carros comuns é prática em cidades francesas.





