Transparência

O governador queria uma norma geral de transparência para todos os poderes contra a qual, e com boa parte de razão, se coloca Nelson Justus, presidente da Assembleia, que promete um Portal da especialidade para logo, depois de longa moratória. Anteontem, o Tribunal de Contas aprovou como sempre as contas do Executivo com restrições repetidas e não acolhidas a despeito da elegância diplomática. Que cada um cuide de ser transparente, espera-se, mas não dá para confiar muito. A penitência ao Executivo seria a de ler o relatório radical da Diretoria de Contas Estaduais como sempre abrandado pelo pleno.

Rubinho

Requião pode ser chamado de Rubinho Barrichello em relação a Beto Richa porque sempre vem em segundo. Assim foi com a licença maternidade de 6 meses e agora com a lei antifumo. Que tal uma disputa entre o quadriciclo de Roberto Requião e o kart do prefeito?

Arrombamentos

Três escolas municipais arrombadas (a gangue levou computadores) é de perguntar-se ''qual a utilidade da Guarda Municipal?''. Afinal ela tem proporcionalmente mais efetivo que a PM que também não funciona.

Vox Dei

Vox Populi, Vox Dei. A voz do povo, a voz de Deus. Em pesquisa eleitoral o dístico não vale porque muda números e posições, talvez tantas quantas as do Kama Sutra, em menos de 15 dias.

A grana

Está no fim o prazo dado por Requião para que a Sanepar devolva ao Estado R$ 285 milhões, primeira parcela de mais de R$ 700 milhões. Se houver a devolução dá pra baixar o corte do orçamento para 20%.

Folclore

A polícia enquadrou o vereador Emerson Prado por embriaguez ao volante e ele se desculpou dizendo que o hálito era o álcool gel contra a gripe, o olho vermelho do cansaço de trabalho e a língua enrolada porque quando se enerva fica desse jeito. No passado o bebum clássico dizia que tomava pinga com mentruz para prevenir machucadura interna, pois como se sabe a erva é cotada para contusões e ferimentos como a ''catinga de mulata'' ou arnica.

Boletim

Desembargador agora está sujeito a ter a sua assiduidade evidenciada pelos jornais já que o Conselho Nacional de Justiça faz o acompanhamento mensal de todos os tribunais. Um relatório do TJ chegou às mãos da mídia: só um desembargador tinha acumulado 733 processos que aguardavam seu despacho. A maioria com nota azul, mas pelo menos dez com a nota vermelhíssima como boletim escolar. Claro que os formalistas vão achar que publicar é execração, mas funciona melhor do que censura do CNJ oculta.

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