LUIZ GERALDO MAZZA
Cornucópia eleitoral
A prefeitura de Curitiba anuncia a aquisição de máquina (existiriam apenas seis no país) para reciclar as ruas da cidade servidas de antipó. É um ganho em economia, mas que gerará problemas políticos pelo inconformismo dos bairros que ficarão à espera do benefício em relação aos atendidos. Faca de dois gumes em termos eleitorais até porque para fazer o serviço em toda a cidade, Beto Richa, no mínimo, precisaria de mais três mandatos para atender a demanda. Prioridade correta a de privilegiar vias do transporte coletivo. Vantagem política do antipó era o atendimento homeopático, a festa de vereadores e a desvantagem a escassa durabilidade. Boa também para certos empreiteiros que agiam com a rua como dentista trocador de algodão.
Rigor
Se Curitiba é ecológica mesmo (acho que há mais eco do que lógica nisso) se obriga a ir fundo nessa história do curso d'água entulhado no Campo de Santana e sairia da moita na questão do aterro da Caximba. Certos o IAP e a polícia ambiental no endurecimento, desde que técnico e não político.
Recesso
Também deputados e vereadores querem entrar na onda da gripe e ampliar o recesso. Mas não deixarão de visitar as bases e contaminá-las civicamente.
Contagem
Sanepar ainda tem 26 dias para devolver ao governo os R$ 285 milhões.
Agronegócio
Um dos trunfos de Osmar Dias - e isso ficou demonstrado na pesquisa em Ponta Grossa - é a resposta eleitoral do agronegócio. A maior diferença que tem sobre Beto Richa é no centro-oeste (54% a 25%). Beto vai a Cianorte e identificação com o setor terciário, o de serviços, o favoreceria, segundo assessores.
Centavos
Questão da tarifa dos ônibus em Londrina mostra que centavos pesam. Em Curitiba se custasse R$ 2,25 não daria prejuízo, ainda que mínimo, como está acontecendo. O custo/km como base tarifária foi invenção do Requião prefeito.
Folclore
O empresário Munir Guérios vê um conhecido de Curitiba em dificuldades em Nova York porque o sapato se soltou na rua. Chama-o ao interior do seu carro, abre um maço de notas de dólares e o cara já se imagina gratificado quando ele lhe oferece o elástico que retinha as cédulas para arrumar-lhe o calçado.
Parece saída do primo pobre e o primo rico da televisão.
Drenagem
Basta uma carga incomum de água, como se dá agora, para que o rio Atuba, por exemplo, crie problemas de inundação em boa parte da Região Metropolitana. Curitiba é uma das cidades melhor drenadas do país graças ao extinto DNOS que em convênios dragou, retificou, canalizou rios e riachos. Já o setor mais à periferia sofre, como se dá em Colombo.





