LUIZ GERALDO MAZZA
Discrição como estilo
Essa lembrança do nome do senador Flavio Arns como possível solução para devolver respeito e dignidade ao Senado consagra a discrição como virtude. Ela é encontrável em outros da fauna paranaense como Gustavo Fruet e Osmar Serraglio (ambos surpreendendo pelo domínio do conhecimento jurídico na CPI do Mensalão) e em figuras nacionais como Marco Maciel, Jefferson Peres e Cláudio Lembo. É um contraponto aos que tentam tirar o máximo da espetacularização para seu proselitismo pessoal. Há os que soltam o foguete e ainda por cima correm atrás da varinha. Dos nossos governantes tivemos alguns que se inserem no estilo como Parigot de Souza, Adolpho de Oliveira Franco e José Hosken de Novaes, este um radical da humildade.
Tradução
Para conformar-se à lei Requião ''burger king'' seria rei do xaxixo.
Desemprego
Da mesma forma com o mínimo regional, há pessimistas que enxergam desemprego como consequência da convenção sobre o trabalho dos domésticos. Atribui-se ao sindicato um poder de arregimentação indemonstrável. Não houve debate. Tomara que dê certo. Todo esforço de formalização aumenta a informalidade. Da mesma forma que a redução da jornada aumenta o custo do emprego e numa época em que há queda brutal no setor em escala mundial e nacional.
A malha
Uma das primeiras afetadas em quadros recessivos é a malha produtiva das montadoras. O aproveitamento das instalações da Tritec em Campo Largo para os motores da Fiat é um sinal anverso como também em outras especialidades que atendem justamente a montadora de Minas, preferencialmente. O que dita esse aproveitamento é a questão de escala.
Consilux
Trapalhadas são o estilo da prefeitura da capital seja no caso de terminar a Linha Verde, na questão do metrô e também na dos radares, altamente checada no acidente do deputado Carli Filho e que comprovou ineficiência do sistema. Como se já não bastasse aquela das eleições, campeã absoluta. Fiat lux, Consilux. Faça-se a lux, Consilux! Traduzir é preciso até para língua morta.
Folclore
Na época dos nacionalismos (2 Guerra Mundial) até clubes que levavam nomes germânicos, italianos e japoneses tinham que ser mudados, quase na linha da lei Requião sobre a propaganda externa. Um diretor dos Correios, general, foi a um encontro do corpo consular e conheceu o da Inglaterra, Harry Blas Gomm e tascou-lhe o nome abrasileirado Ari Braz Gomes. Outra catapora nacionaleira foi a de Getúlio Vargas que pretendia substituir Papai Noel pelo Vô Índio, uma babaquice que envolvia o dramaturgo Joraci Camargo, o compositor Heckel Tavares e o cantor Edison (o maior baixo do país) Lopes. Eu vi a barbárie.





