Sapadores em ação
O terreno para uma aproximação, via PT, entre Osmar Dias e Requião, ainda que patrocinada pelo presidente Lula, está visivelmente minado. Desde ontem alguns sapadores, de mais de uma legenda, tentavam neutralizar as ''minas''. Algumas de difícil remoção como o fato de terem sido vítimas de demissão justamente de petistas de origem, da fase mais ingênua e idealística, por Osmar Dias na pasta da Agricultura. Mas não era só essa, já que o PT atual digere tudo e tudo metaboliza em seu pragmatismo, pois havia o constrangimento que Lula criaria para Orlando Pessuti, tido, sem muita convicção, candidato à sucessão pelo PMDB.
Muitos apostam na sedução de Lula, ainda que não desprezem e nem subestimem as artes de Pedro Malazarte de Roberto Requião para neutralizá-la. Os crentes achavam que até segunda feira pode cair a ficha. Que Osmar é mais viável do que Pessuti nem se discute como logística para Dilma Roussef.

O ritual
A ida de metalúrgicos à Procuradoria do Ministério do Trabalho para tentar reverter as 900 demissões da Bosch era esperada para reacender esperanças num momento em que a indústria dá férias a 3 mil trabalhadores. Nem a liderança sindical se esmerando nas artes de pregadores evangélicos conseguirá evitar um problema que é de origem externa (em parte pelo menos a exportação) e que acaba contaminando o mercado interno como aconteceu com as montadoras.
O voluntarismo verbalista pode criar esperança, porém é insuficiente.

No telão
Beto Richa demitiu Manassés e sua hierarquia vertical em função de gravações tidas como comprometedoras. Isso não impedirá que se a utilize, inclusive num telão, em encontro hoje do PMDB. Uma das cópias está sendo avaliada se vale ou não o ''Fantástico''. A manobra também serve de lubrificante para o encontro de segunda-feira com Lula.

Prioridades
O patrulheirismo agora é em cima da literatura tida como erótica em livros adotados pelo Ministério da Educação: primeiro em União da Vitória, depois em Foz do Iguaçu. Em Curitiba a secretaria estadual sugere que as escolas, ouvidos técnicos e pais e mestres, é que tomem a decisão. Amarelou. Recolher
crack e outras drogas do gênero, bem comum no entorno escolar, não seria bem mais prioritário?

FolcloreDia 25, no Teatro Paiol, das 14 às 18 horas, seminário sobre o carnaval de Curitiba. Carnaval da terra dá até tese acadêmica: ele, em si, não funciona.
Pesquisa mostrou que só 30% o cultuam e isso não é pouco. Vereador Jair Cezar é quem está provocando o debate. Sugiro que vejam reportagens desta Folha na edição de Curitiba, na cobertura carnavalesca, que revelaram aspectos inusitados da festa e que nem a Fundação Cultural conhecia.

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