No estilo de Chávez
Requião vive a desafiar pessoas para com ele debater da física quântica aos temperos do acarajé. Recentemente, pra fazer média em cima de suposta fé ambientalista (aliás, consta que estão querendo vender o acervo da Paraná Ambiental que substituiu a Reflorestadora Banestado) convocou Stephanes, o ministro da Agricultura e o senador Osmar Dias. Nenhuma pessoa mentalmente sadia aceita esse tipo de convocação pela obviedade de que a ''escolinha'' é pior que a ida de cristãos à arena romana com a claque pronta para aplaudir o seu herói insubstituível e a fustigar o adversário. Pois ontem o deputado Valdir Rossoni quis debater com o governador o que considera exageros da cruzada contra os madeireiros, da qual afinal só se tem a versão oficial com todos os condimentos do espetáculo, e não foi aceito em sua pretensão.
Deu a impressão de que até nesse particular imita seu líder bolivariano, o Chávez, que fugiu de um debate com o escritor Vargas Llosa.

Espetacularização
Não há uma pessoa de bom senso que não apoie ações contra devastadores de florestas, ainda mais da nossa árvore totem, a araucária. Nesse aspecto a operação em andamento no Sul é, em princípio, apoiada, dispensados, é claro, os exageros como interdição de empresas, conforme acusam os indiciados.
Não consta que o governo estivesse agindo com rigor na questão das nossas florestas, tanto que volta e meia as Ongs da área acusam a devastação e deu aberto apoio a um suposto plano modelar de reforma agrária que detonou justamente a maior reserva de araucaria angustifolia no Oeste. Tal qual no caso das carteiras de motorista cassadas também se percebeu que o poder público comeu mosca no evento e só depois da tragédia provocada pelo deputado Carli Filho e o escândalo da revelação de que deputados estaduais se encontravam interditados nas licenças para dirigir é que se mexeu.
Além do mais em questões ambientais o governo é pendular e seletivo como se vê no caso das usinas de baixa queda (especialmente no de Mauá em que ensaiou uma ação contra o empreendimento através do seu líder Romanelli) e em seguida as aceitou, ainda que impondo condições de sociedade com a Copel.

Memória
Dá para lembrar da operação ''A grande empreitada'', tocada pela polícia estadual e que visava atingir alguns empresários e a Apeop, Associação Paranaense de Empresários de Obras Públicas. Houve prisões e até hoje não se sabe no que aquilo tudo deu.

O fiel
Mergulhado num pragmatismo visceral, o PMDB joga com todas as hipóteses (seja a de apoio a Dilma ou ao próprio Serra ou se dividindo, como fez outras vezes) e mesmo que perca usa o peso da sua base parlamentar, governantes, prefeitos e vereadores para tirar vantagens. É o fiel de todas as balanças.

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