LUIZ GERALDO MAZZA
Delazari na onda
O mérito da intimidação do Delazari é pedagógico já que carece de respaldo jurídico. Mas teve repercussão e ganhou espaço, tal o horror que as questões de trânsito provocam. Falta efetivo, já que o atual é o mesmo de três décadas e sobram cadeias lotadas. Se a polícia encanasse os 69 mil em que lugar os alojaria?
Bola dá voto?
Pessuti aposta na bola como deflagradora de sua candidatura. Acha que essa onda em torno da Copa em 2014 em Curitiba o catapultará de vez. Pensa que vai dar as cartas no telão na praça Afonso Botelho, que vai ser engolida pela Arena, privatizando um bem público. Bola dá voto? Em Curitiba, não. Caso do Aladim é outro, o homem é um líder comunitário mais do que ex-boleiro dos três times. Sicupira, um dos maiores craques da terra, tentou e não passou.
Enquanto Pessuti dá o recado das Bahamas para a claque atleticana, se é que isso será exibido, já que o evento é fechado, Beto Richa faz idêntica festa no Barigui com seus auxiliares e o público que lá estiver.
Sâmis
Filiação de Sâmis da Silva no PSDB não irritou apenas os peemedebistas, mas igualmente o tucanato ligado a Alvaro Dias que pelo jeito só vai ser controlado pela direção nacional como se deu com Hermas Brandão na eleição passada. Só que o grupo de Hermas acabou dominante até hoje. Com a ligação direta com Requião, o senador quer repetir o esquema.
Recuo
A direção da Assembleia, irritada com o formigueiro de fotógrafos e cinegrafistas que captavam imagens dos deputados para seus assessores, resolveu proibir o agito. Só que a primeira decisão era radical e não tinha essa explicação (parecida com a de fotógrafos autorizados para casamentos em clubes e igrejas) e era vista como restrição aos meios de comunicação e até como retaliação pela notícia da carteira de habilitação do presidente Justus e todo episódio desencadeado pelas reportagens desta FOLHA.
As oscilações do presidente são comuns: no caso Carli Filho chegou a sugerir que havia mais fofocas do que fatos na reação social. Saia-justa, nada mais.
Medo da multa
A chefe do Núcleo de Psicologia do Trânsito da UFPR, Iara Thielen, explica que a redução dos acidentes em Curitiba se deu mais por medo das multas do que de sinistros. Houve também o fator polícia ostensiva nas ruas.
O caos
Se é paranoia da multa ou não, o que se percebe na área é má gestão. No Diário Oficial do município de 14 de maio, página 10, há um ato do presidente da Urbs designando ''empregados'' para funções de fiscalização do trânsito, dentre os quais Rosângela Maria Batistella, da Diretran. Non sense absoluto.





