LUIZ GERALDO MAZZA
O guincho e o gancho
Quase em cima de uma boa realização da Prefeitura na Praça Osório, bem mais útil do que arregimentações falsamente ideológicas do 1º de Maio, tratando de habilitação para o trabalho, houve uma terrível mancada: a insistência de órgãos municipais em delegar o poder de polícia, como se já não bastasse a questão dos radares eletrônicos, agora atribuindo a uma empresa particular, em licitação, o poder de retirar carros estacionados em lugares indevidos.
Aliás é extremamente confusa a atuação tanto da Urbs como da Diretran nas questões relativas à circulação que há muito - e não é ônus apenas dessa gestão- desmascara a condição de modelo urbano. O Estar, estacionamento regulamentado, é algo que reclama revisão e dá para imaginar a reação do primeiro infrator a ser guinchado.
Se autoridades municipais acompanhassem, semana passada, a sessão do Tribunal de Contas relativa aos radares estariam com a orelha pegando fogo, tal o peso das denúncias contra a Urbs e sua maliciosa renovação contratual da Consilux um dia antes da liminar ser concedida. É profecia demais como aliás se repete em vários tipos de contratos.
Ongs e seu poder
O Brasil precisa rever urgente a forma como funciona por aqui o chamado terceiro setor, o espaço das Ongs e Oscips. Denúncias se acumulam a respeito, há pedidos de CPI e tudo se limita às ameaças. Por sinal que Ongs nem sempre dão liga política, tanto que a Federação de Moradores, quer a da Região Metropolitana como a de Curitiba, não elegeram como vereadores seus dirigentes Valdenir Dias e Edson Feltrin.
Antes essas associações eram olhadas por vereadores como estreitadoras dos seus respectivos espaços, embora fossem aceitas como sinal de formas de participação na democracia, o que já está saturando até por nossa minoridade cívico-política. Outro Valdenir, este com votos e devotos, é o pastor vereador Soares que já apresentou seu nome ao Senado pelo PRP.
Feitos policiais
Quando a polícia consegue um feito como esse da descoberta dos neonazistas faz um estardalhaço de tal ordem que esquecemos assassinatos de crianças e de adultos como o de Amanda Rossi em Londrina e também a morte de líderes do PPS em Almirante Tamandaré e em Reserva. Fez-se muita festa com a chegada de mais viaturas. Todavia o maior problema continua sendo o efetivo defasado em quase três décadas.
Bionicidade
Era a máxima desonra para os puristas (claro que todos estavam de outro lado) o mandato biônico. Todavia a impressão que dá aqui no Paraná é que os três mais viáveis postulantes (Beto, Osmar e Alvaro) querem ganhar sem risco, todos imaginando cenários em que entram sem concorrentes, favorecidos, é claro, pelas mais tortuosas combinações relativas ao Senado, nas quais não escondem que gostariam de ter o governador, por ser o mais forte dos candidatos, como um aliado. E haja acordo branco e até cor de rosa para os acertos.





