LUIZ GERALDO MAZZA
Radares de novo
No Tribunal de Contas discussão prolongada sobre o contrato, novamente prorrogado, dos radares pela Urbs: não se sabia se mantinham ou suspendiam de vez essa estranha relação. Enquanto debatiam o Ministério Público entrava com um questionamento sério sobre o tema no Tribunal de Justiça. Mas a Urbs também agia com um agravo de instrumento a ser examinado na semana entrante pelo pleno do Tribunal de Contas. No tumulto institucional, que é o de sempre, endêmico, a Consilux, beneficiária, surfa à vontade sem qualquer constrangimento. Pode não ser, mas tem todo jeito de farsa que está a exigir um ato de ruptura a tanta acomodação. A municipalidade se comprometeu, desde 2004, tocar por administração própria o sistema. Já encruou.
Na feira
A vendedora discute com a compradora na feira a respeito da qualidade de uma laranja. Quando a conversa se torna aguda, a feirante faz a sábia observação: não confunda as coisas, isso aqui não é o plenário do STF.
Diferença
A diferença em baixaria no Judiciário e Legislativo é que os litigantes se tratam como ''excelência''.
Lado bom
O lado bom de tudo que está acontecendo no Brasil e no mundo é a derrubada do sagrado, a dessacralização. Dá-se aqui em todos os poderes de Estado e também no Paraguai com as aventuras donjuanescas do ex-bispo Lugo, que fez a opção sexual pelas pobres.
Antecipação
Capa da ''Paraná em Páginas'' de março os ministros Joaquim Barbosa do STF e Benedito Gonçalves do STJ e o título ''negros brilham na magistratura''. Se sai advertência contra Joaquim Barbosa teríamos aquilo que a onda de cotas criou - uma tensão racial, que não se ajusta à permeabilidade brasileira.
Incoerência
Se Beto Richa deu 6% ao funcionalismo municipal, quando a situação financeira é boa, como pode a oposição a Requião reclamar de percentual semelhante num quadro orçamentário cem vezes pior? Cobrar o absurdo (15%) do mínimo regional é válido, mas quebrar o caixa por causa de política é demais.
Liminar
Negada a liminar que pedia a cassação do vereador Professor Galdino. Justica age corretamente porque a questão dependia de prova e era politizada demais. Por sinal que o comando estadual, que joga com Requião, não tem substância eleitoral que sobra no setor municipal.
Folclore
O secretário do PSDB, Edson Feltrin, quer a expulsão do João Cláudio de Rosso, presidente da Câmara Municipal, sob a alegação de que a reeleição sucessiva fere norma do partido. Quem pariu Mateus que o embale: tudo começou com a reeleição de FHC, obtida em esquema de altíssima corrupção.





