Vitalidade política

Nem a crise e muito menos os alarmes oficiais sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal (empregada como escudo nas reivindicações) impediram que Curitiba vivesse um dia especial ontem com agito de estudantes de enfermagem pedindo melhoras no ensino, de motoboys contra o cadastramento e a proibição de ''costurar'' no trânsito, a reação aos ''skinheads'' e especialmente a greve dos servidores municipais. Dá para lembrar que mesmo na guerra os padeiros e leiteiros entregavam as mercadorias sob bombardeio em Berlim e a crise não chega a ser tão grande. O que não pode, porém, é uma assembleia com menos de mil pessoas decidir se uma greve continua ou não. O STF já decidiu que greve de barnabé segue as regras do setor privado, um mínimo de civilidade.

Paranaguá

Paranaguá, há tempos, não tem representante. Antes havia até no plano federal com Munhoz da Rocha e Accioly Filho, dentre outros. Teve governador e está fora do mapa político. Há uma perspectiva, conforme rumores constantes, de João Elísio, ex-governador, sair para o Senado.

Exposição

Andy Wharol, o gênio ''pop'', disse que todos aspiram os seus 15 minutos de glória. Orlando Pessuti, o vice de plantão, tenta emplacar sua candidatura em pelo menos 15 dias. Anteontem faturou bem a vinda de Lula, mas ele precisa é do apoio do titular, Requião, que tem mais dúvidas que Hamlet e Beto Richa.

Assalto

As pessoas e instituições estão anestesiadas com essa basbaquice da Copa do Mundo e estão permitindo incorporar o patrimônio público (a praça Afonso Botelho) ao Atlético Paranaense por causa de dois jogos. Políticos silenciam diante do assalto a pretexto de acertar a questão do estacionamento. Depois com os novos regramentos (essa tese da ocupação mínima do estádio pela torcida adversária) a violência se torna mais nítida e é caso de improbidade maior do que os que são suscitados pelos nossos diligentes procuradores de justiça.

Folclore

Aqui no Brasil mais de um presidente teve filho fora do casamento, mas nenhum padre é claro. Um perigo maior alcançaria o presidente Lugo, do Paraguai, se estivesse no Brasil: o de ver a sua parceira olhada como ''mula sem cabeça'', conforme a sentença do populário local.

Diagnóstico

O prefeito eleito de Londrina, Barbosa Neto, para evitar traumatismos e reações emocionais, deseja um ''diagnóstico'' feito pela Fundação Getúlio Vargas sobre a situação da prefeitura.

Loucademia

A estória dos pixadores que pularam o muro do quartel da PM e fizeram o ''serviço'' num ônibus da corporação mostra a catatonia geral, visível, por exemplo, nos ataques a depósitos de munição do Exército.

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