LUIZ GERALDO MAZZA
Porre cívico
Londrina experimentou a carga de uma campanha pelo rádio e pela TV e sabe que isso não impediu (talvez até tenha contribuído) a fuga do eleitor. Pois agora há uma proposta do Senado para que a campanha dure 90 dias. Efeito deletério.
Gancho
As empresas Iguatemi (120 dias) e a Catedral (90) suspensas por desvios contratuais da prefeitura da Capital não tranquilizaram o PT, cuja bancada levou provas para o Ministério Público apurar chunchos licitatórios. Mas só esses? E os outros?
Xaxim
Espera-se que a chacina do Xaxim (como houve outras como as de São José dos Pinhais) desperte a autoridade para os vazios da segurança e deixe de expor o Paraná como área livre para a violência.
Prolixo
O debate sobre a destinação do lixo tende a derrubar a ideia do consórcio e com dois municípios ''ligados'' na ''indústria'' moderna: agora Mandirituba, que o havia rejeitado, é interessada também Fazenda Rio Grande. Não querem partilhar com ninguém dividendos ecológicos. Operação Midas: lixo é ouro.
Pimenta
Embora pimenta seja refresco nos olhos dos outros, o senador Alvaro Dias acha que Beto Richa pode encerrar sua carreira se sair para o governo. E cita o caso de Pimenta da Veiga que perdeu em Minas quando parecia que abafaria. Como se vê, Alvaro está preocupado demais com o prefeito e nem parece o maior interessado na sua obsessão de voltar ao governo, apesar das derrotas, como as havidas diante de Lerner e Requião, e a quase sofrida para a Gleisi. Ambas com aquele cuidado prévio de pesquisas, de que tanto fala e tão pouco significou.
Folclore
O deputado Elton Welter, com a proposta de criar assessores virtuais, mostrou que a fantasmice mais relevante não está nos gabinetes e sim no estatutário, que adota regularmente a prática. Virtual quase sempre é oposto ao virtuoso.
Correção
O coronel Pancotti, do Detran, com essa história de assinar as carteiras em letra de fôrma, não está preocupado em sua eleição, mas em resolver de vez a questão dos garranchos dos médicos, obrigando-os no receituário à clareza.
Tecnologia
Há servidores públicos que, por sua natureza, não precisam nem devem ficar na repartição, dispensando o simulacro de prender o paletó na cadeira: é o caso dos procuradores que levam o serviço para o escritório. Há muita hipocrisia em tudo isso, pois a fantasmice é mais comum do que se imagina e o emprego, por exemplo, da internet permite o assessoramento à distância. Dos 80 procuradores da Assembleia Legislativa quantos prestavam serviço? Não poucos médicos recebem com constrangimento a notícia de que são bagrinhos do serviço público, fato que procuravam esconder para dissimular o profissional liberal.





