Hora e vez de Pessuti

A decisão inesperada do governador viajar para a Europa voltou a iluminar a mente do seu substituto, Orlando Pessuti, que vai tentar nesses dias de afastamento do titular estressado ir programando a ação que desenvolverá quando assumir o posto definitivamente. Primeira preocupação : a pauta da ''escolinha'' de hoje, da qual buscará extrair os melhores resultados. A amenidade, seu estilo, oposto à agressividade do titular de repente pode ser mais eficiente do que um bem bolado ''teaser'' de campanha eleitoral.

Disk, Quércia

No primeiro governo Requião ele fez a campanha contra o Quércia, então o maioral do PMDB nacional, insinuando roubalheira. Agora - e já o faz pela segunda e terceira vez - tenta cooptá-lo para a cena brasileira. Precisamos tomar piscinas de Engov para suportar o padrão da nossa política, onde até o Zé Dirceu agora faz pregação moralista. Diarista, não mensalista.

Em andamento

A transparência está em andamento: ela será válida quando a sua qualidade for semelhante à da TV Sinal. Depois de meio século de subordinação cultural aos maiores abusos (fantasmas, gafanhotos) é uma carta de alforria. Mas é preciso pegar no pé como esta ''FOLHA'' fez no caso do médico Jackson Miguel Baduy.

Opaco

Se na Assembleia a transparência vai do opaco ao translúcido na prefeitura da Capital o quadro é semelhante à água do rio Belém: há método demais nos casos de licitações contestadas e que legitimam termos aditivos que mantém relações contratuais permanentes como a da Consilux nos radares. Coincidentemente estão a beneficiar clientelas do peito, as mesmas de sempre.

Folclore

Nosso colonialismo cultural é condicionante: agora a rapaziada faz nas ruas de Curitiba guerra de travesseiros copiando o estrangeiro. Só falta imitar os babuínos que se agridem com as próprias fezes.

Picaretagem

Essa estória de que as cidades devem ter programações especiais (inclusive obras de infraestrutura caríssimas como linhas de metrô) para que possam sediar jogos da Copa é claramente delirante. São Paulo, Rio e Belo Horizonte por exemplos estariam cortados em função das cheias (chegaram até em páteos das montadoras) e da clara impossibilidade de serem enfrentadas com projetos gigantes de drenagem e canalização. E além dos acidentes naturais, teríamos ainda a violência para a qual não há vacina visível.

Outro caminho

No Fórum Social há o alertamento de que há outro caminho: a diversidade é tanta que acaba nada indicando. Em entrevista ao caderno Curitiba Gleisi Hoffmann se referiu a Pomerode, SC. Sob as mesmas leis do país, mas com outra cultura ela ou Timbó podem ser a tal alternativa.

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