LUIZ GERALDO MAZZA
Um bom acordo
No propósito de não saturar o eleitorado, o acordo de Hauly e Barbosa Neto sobre a simplificação do horário gratuito em Londrina é um ato de inteligência para evitar maior depressão do público, atormentado com essa novela. Resta marcar, ao menos, uns dois debates e já seria o suficiente juntamente com as inserções publicitárias. O trauma dos belinatistas favorece Barbosa e a Hauly só há a perspectiva de mostrar-se diferenciado e dos dois. Não é fácil.
Cumulativo
Efeitos da crise cumulativos: a Volvo, em tempo de baixa demanda, dá férias antecipadas para mais 700 trabalhadores. Perspectiva de médio prazo nada boa:
quebra de 30% nas safras paranaenses (milho 37%, feijão 40%, soja 24%) reduz drasticamente atividade do setor e dificulta renovação de frota.
Bloco
No Sambódromo podem desfilar os políticos que fizeram botox. Desta vez o Paraná aparece e com destaque. Frescura também é paranismo.
Recadastramento
Pelo jeito o ParanaPrevidência está com falta de funcionários: agências da Caixa Econômica é que fazem o recadastramento de inativos. Aliás Requião não soube tirar partido da venda das contas públicas e nesse caso Beto Richa deu um banho e com licitação.
Resistentes
Há pelo menos dois conselheiros do TC resistentes à proibição das placas frias determinada por Hermas Brandão. Jogo de braço é saudável.
Zoonoses
Fungos alojados em base do pulmão humano, de origem nos pombos, têm levado a casos de cirurgias complexas. Há quem ainda favoreça a criação em prédios.
Folclore
O padre Bonifácio da igreja do Cabral pega um benfeitor da paróquia dormindo em plena missa. Trata-se do empresário mais importante do bairro e o religioso com seu sotaque estrangeiro faz a advertência de que o templo não é lugar de pensar nos negócios. Nos vitrais da igreja uma reverência ao advertido.
Farsa
Se a Consilux (a dos radares) tiver o contrato prorrogado pelo prefeito de Curitiba estará consolidada uma farsa que sustenta há anos a empresa com o benefício de aditivos contratuais crônicos.
Tumulto
O caso do Morro do Boi cada hora tem uma versão nova e com outros agentes, o que dá a impressão de manipulação para tumultuar o processo na fase policial e torná-lo mais complicado ainda na judicial.
O veto
Não atino por que o presidente da Câmara de Curitiba mandou o veto do prefeito ao aumento dele próprio, dos vereadores e secretários ao Tribunal de Contas quando a iniciativa partiu do legislativo. O prefeito estava certo, mas a Câmara deveria promulgá-lo e Beto Richa ir ao Judiciário em defesa de suas prerrogativas. Seria o normal, mas aqui a normalidade perde da acomodação.





