LUIZ GERALDO MAZZA
Conflito saudável
Se há um conflito saudável é esse hoje estabelecido entre a Câmara Federal e o Poder Judiciário. A atrofia parlamentar levou à hipertrofia judicante: o imobilismo do Congresso como instituição conduziu o Judiciário ao ativismo de levar a exegese e hermenêutica dos textos legais ao transbordamento de editar leis como nos casos da fidelidade partidária e do nepotismo.
Agora, em pouco diplomática reação, pretendem os deputados responsabilizar membros do Ministério Público por denúncias não comprovadas. Quando não é contra o MP a hostilidade se dirige à Polícia Federal por suas ações estrepitosas quando atingem parlamentares. Todos se julgam imunes.
É o corporativismo institucional em choque. Façamos o jogo da verdade. Estamos apenas nas dores do parto da democracia. Que não venha por via cesariana. E muito menos de cócoras.
Crise
Mais demissões na Rede Massa de televisão. Segundo lance da ''marolinha''.
Gestão
Quem multar mais na Diretran ganha prêmios no contrato de gestão do Beto Richa? O operador de tapa-buracos ganha por buraco tal qual no golfe.
Trocadilho
Diversão do momento é fazer trocadilho com o atacante do Paraná, o Abuda. Abuda senta no banco, o que é rebundância. A crise chega ao espírito.
Corte
O governador atacou a Tim por haver cortado os telefones, mas a Copel e a Sanepar também o fazem. A Tim, elegante, explicou que o governo devia uma conta de R$ 12 mil. O Tribunal de Contas, no relatório de 2007, afirmou que o governo não paga contas de luz e água e, ao que se saiba, não é cortado.
Folclore
O primeiro contrato de gestão do Beto Richa é com a cidade. Como são visíveis as manobras para encurtar o seu mandato e habilitá-lo à sucessão estadual ele passa a ser o primeiro e maior infrator dessa inovação . Afinal, ''Beto fica'' foi compromisso de honra e a bandeira poderá ser alçada de novo lá na frente.
Pressão
O açodamento é um risco em política. Viu-se em Londrina, primeiro com a Sandra Graça e agora com os que reverteram o processo e elegeram Padre Roque. Não podem os vitoriosos do momento subestimar a capacidade de reação da aliança PP-PDT, ainda mais com o ''martírio'' de Belinati. Se forem éticos na gestão provisória e não tentarem manipular o pleito levam a melhor, embora o ''fair-play'' não tenha sido a marca dos acontecimentos. Uma espécie de fúria contida pode, acumulando energia, tirar a paz do ''terceiro turno''.





