LUIZ GERALDO MAZZA
Tapetão é assim mesmo
A interdição do Albanor Gomes em Araucária não impediu a sua eleição, mas o caso de Londrina tende a complicar-se: cada hora uma tese diferente e um dos argumentos para que o vice assuma no lugar do titular tem um óbice naquele princípio de direito de que o acessório segue o principal. No Brasil só em passado distante se votava diretamente para vice (exemplo Jango venceu Milton Campos e foi junto com Jânio, embora figurasse na chapa do General Lott, o derrotado). Hoje ninguém vota em vice, cuja eleição é automática. Se o acessório segue o principal e cai Belinati o Fernando Nicolau sobra também.
Metamorfose
É mais fácil um gay, como o da novela, virar hétero ou o personagem do Kafka, o Gregor Samsa, transformar-se em barata? Isso é mais profundo que o Pré-Sal.
Invasões
Há invasões dos bárbaros e dos colonizadores. Quando os ianques invadiram o México o próprio Marx elogiou a invasão como forma de romper com o feudalismo de uma sociedade atrasada. Agora discute-se se o pessoal, que se mantém na calçada da Fazendinha, tem o direito de resistir: afinal na D. Pedro II há um caso de invasão em área pública pelo condomínio Springfield e poucos chiam e a Prefeitura jamais reagiu. É falta e excesso de classe ao mesmo tempo.
Sofismática
Nada mais apropriado aos sofismas do que as interpretações de conveniência dos advogados eleitorais: o fato de que o mandato é do partido e não do candidato não é aplicável ao caso da impugnação de Belinati. E se o cabeça-de-chapa for de um partido e o vice de outro em coligação como fica? Na mitologia jurídica há o caso clássico de Frinéia, linda, e que colocada nua diante dos juízes, foi absolvida pela eloquência da beleza. Tirar a roupa de políticos nada tem de heróico e muito menos de erótico.
Locações
O temor de avalanches (enchentes, deslizamentos) em Santa Catarina nutriu as praias do Paraná. O movimento imobiliário cresceu 20% em relação a 2007. Duro aqui é a falta de profissionalismo e o acanhamento das iniciativas.
Restinga
O Raska, do meio ambiente, está certo nas críticas ao prefeito do Pontal e na defesa da integridade da restinga. Ela é a última defesa contra as ondas por funcionar como dissipadora de energia e evitar a erosão. R$ 5 mil de multa é um fator dissuasório de primeira.





