LUIZ GERALDO MAZZA
Não era Nietzsche
Quando vi o título do livro de Marcelo Jugend, ''A morte do super-homem'', pensei que teríamos uma contestação do filósofo alemão, mas tratava-se de uma avaliação sobre a área de Segurança. À certa altura, o autor anatematiza ao referir-se a autocratas, incapazes do diálogo, e que se limitam a prender bandidos, não importando o calibre. Como trabalhou na área sob Requião, talvez, esteja se referindo a algo como aquela ''acumulação'' do cargo de governador e de secretário e que a Constituição Federal pune com a perda de mandato.
Chavões
Na Venezuela, o Chávez, aqui, os chavões do Roberto Requião: insuportáveis.
Conformismo
''Calma'', - disse o analista - ''afinal, esse é o seu karma.'' Analista espírita é de lascar.
Pirataria
Em quase todos os terminais de ônibus funcionam feiras de produtos piratas. É de saber-se qual a utilidade operacional da Guarda Municipal, passiva demais para seu ativo militarizado.
Estatismo
Entre as teses de um novo modelo de Estado, preconizadas por Requião, está a estatização do crédito e do câmbio. Na sua primeira gestão um correligionário fez empréstimo no Banestado de US$ 1 milhão para compra de aveia e quis pagar com sêmem de gado a um preço superior ao de mercado. Não é escândalo, mas escambo (troca). Um caso desses nada tem de porralouquice.
Quanto ao monopólio do câmbio, a lembrança da lição de Simonsen: a inflação aleija, o câmbio mata. Suportar essa criatividade não é fácil.
Pendências
Dois auditores e o conselheiro Hermas Brandão do TC detectaram, mês passado, que há pendências a regularizar na Urbs desde 2001. Está no Diário Oficial de 28 do mês passado e refere-se, vejam bem, ao exercício de 2005.
Folclore
Logo que assumiu a secretaria de Segurança, Delazari teve um incidente na sua sala de trabalho: uma caneta-revólver estourou na mão do chefe de gabinete. Foi um caso de caneta esquecida sobre a mesa e não de bala perdida.
Polêmica
Em Guarapuava, o Ribas Carli, prefeito, acha que a cidade tem mais de 189 anos e que teria surgido em 17 de junho de 1810. Curitiba, no seu tricentenário, teve de tudo, além de discussão semelhante, e ainda a descoberta de que o símbolo premiado, a logomarca em espiral, era um escandaloso ''plágio''.
Beto
Beto Richa admite que a passagem do ônibus sobe em fevereiro, mas antes sai o embuste, igual a tantos, da licitação do setor. Mês passado saiu o de papel higiênico (rolão). Rolo na Prefeitura é redundância.





