LUIZ GERALDO MAZZA
Água sinistra
Volta e meia a Sanepar chama bombeiros para retirar cadáveres dos rios que abastecem a cidade. Muita vezes se vê obrigada a suspender o abastecimento.
Para o imaginário urbano é um rastilho de paranóia. Invasões em áreas de preservação permanente dão uma idéia do cenário, algumas delas com baixíssima permeabilidade do solo o que favorece a drenagem de esgotos crus aos rios.
O cancioneiro popular já dizia: ''Fui passar na ponte// a ponte estremeceu// na água tem veneno, baiana// quem bebeu morreu''.
Know how
O modelo operacional do mensalão começou no PSDB em Minas e com o Marcos Valério. No Brasil nada se cria tudo se copia. PT só aumentou a escala e aperfeiçoou a escola.
Eleição
Perspectiva da eleição no Tribunal de Justiça muda a cada dia, pelo menos no ponto de vista dos cabos eleitorais. Houve quem achasse um exagero a adoção da urna eletrônica pela exiguidade do colégio de votantes.
Bumerangue
Requião disse que a barragem de Salto Caxias iria estourar e que a Usina de Gás de Araucária explodiria. Agora dizem que o Terminal de Álcool do Porto é que vai para o espaço e está interditado judicialmente. No primeiro governo Requião o silão explodiu e no segundo a tragédia do navio VicuÀa. Água benta!
'Austeridade'
Se há algo que não se ajusta ao Governo Lula é austeridade. Vide a compulsiva ocupação do aparelho de Estado. Agora fazem barragem contra os aposentados que estão com seus haveres defasados e o discurso é o da contenção de gastos.
Metáfora
Um rio de lama entre palácios e não se trata da falta de ligação de esgotos como se dava no Centro Cívico.
Provocação
Convocar o João Pedro Stédile para uma cerimônia de formação de PMs é bem o estilo provocador de Requião. Quem não tem obras e nem programas faz isso: discursos tensos, vagos e a consagração dos infratores. Na primeira gestão por causa do gerenciamento de risco em Campo Bonito a PM perdeu três milicianos e depois partiu para a retaliação executando o líder do MST, Teixeirinha.
Sonho
Sobre a reforma tributária, a quente da União e não o tarifaço do Paraná, e a emenda que beneficia estados produtores de energia há pensamentos diversos: Rocha Loures acha que o benefício virá logo e Eduardo Sciarra que demorará, se a emenda passar, um mínimo de 12 anos.
Na Carta de 88, a bancada paranaense dormiu. E como o brocardo jurídico ensina ''dormientibus non sucurrit jus'', o direito não ampara os que dormem.





