O G-20 em cena

Esse pessoal do G-20, chefes de Estado, são uns precipitados: reunem-se em Washington e o fazem sem ouvir as inspiradas sugestões que virão de um encontro alternativo que Requião quer promover, ainda em dezembro, justamente no Paraná. Aliás bastaria fazer uma sessão na TV Educativa e as mensagens daí decorrentes circulariam em escala mundial muito além do espaço entre a Terra do Fogo e o Alasca.
O Paraná, há muito, não é levado a sério. Daí a nossa perda de posição relativa com as unidades federativas do sul, nosso baixo poder de persuasão, tantas as bravatas em lugar do raciocínio. Urge um levantamento para saber o que prejudicou mais entre governos em geral do PMDB, os três de Requião, os dois de Lerner. O espaço que perdemos é irrecuperável.

O pós Panamax

Com a reengenharia do Canal do Panamá, o chamado pós Panamax, teremos em breve cargueiros com capacidade para 15 mil contêineres. E nessa contingência a importância da exploração de um terminal, provavelmente privado, na Ponta do Poço é indiscutível. Só que as coisas não podem ser precipitadas como fizeram tanto o governador, ao tentar a desapropriação da área (aliás o domínio era do governo estadual cedido em doação a Paranaguá e dessa a um grupo colonizador para fazer a Cidade Balneária de Pontal do Sul) e também o proprietário, um sucessor do grupo capitaneado pelo ex-prefeito parnanguara, João Eugênio Cominesi e que repassou a concessão a João Ribeiro Júnior.

Condição primeira, além das considerações que foram colocadas pela repórter Andréa Lombardo quanto ao impacto ambiental e especialmente ao acesso, é o problema da dragagem do Canal da Galheta que era em linha reta e virou uma linguiça da Sadia, o que agravou as condições de navegabilidade e reduziu-se de 300 para 100 metros de largura. E isso sem falar no mais grave que é o assoreamento da baia, causa das sucessivas baixas de calado impostas pela Capitania dos Portos. Assim, pois, é indispensável uma avaliação abrangente de todo o complexo portuário existente e o projetado, precedida de estudos de viabilidade técnica e econômica, para então cuidar do problema. Fora disso estamos entrando no terreno da galhofa, hoje quase marca do nosso estilo.

Mudanças

Há as mudanças do Barak Obama, sua idéia força básica, e as mudanças nossas como as que Beto Richa e Requião farão em suas equipes em função também das eleições. O governador ficou quase 12 horas tratando do tema com alguns dos seus mais próximos assessores e há o consenso de que urge reforçar o time se não entra na zona de rebaixamento e sem condições mínimas de disputar vaga no Senado. Entre nomes citados Valter Pegorer, prefeito, várias vezes, de Apucarana e Vilmar Cordasso do PT, do sudoeste. Já Beto Richa tem compromisso para encontro internacional em Marselha, França, enquanto reflete sobre mudanças na equipe. Muitos querem a Urbs, mas o melhor nome, pelo currículo, é o do engenheiro Paulo Munhoz da Rocha, ex dirigente da Rede Ferroviária.

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