LUIZ GERALDO MAZZA
A saída inútil
O Tribunal de Contas, alvo de numerosas denúncias e não apenas relativas à cobertura do nepotismo, mas de acertos com o próprio Legislativo, de quem é mero apêndice técnico-operacional, está se valendo da teoria conspiratória para não dar resposta ao que é publicado: alega que se trata de campanha sistemática de um jornal. Em conseqüência não dá as respostas para justamente não alimentar essa indisposição. Essa é uma visão ditatorial: como órgão público é obrigado a dar respostas por mais constrangedoras que pareçam. Casos como o da nomeação da mulher do juiz que deu despacho em favor de Maurício Requião e agora o da troca de favores com o deputado Nereu Moura para aprovar como relator o plano de cargos do TC exigem resposta clara e não escapismo.
O fato é que para sustentar o que o governador deseja todos os poderes acabam sujeitos a desgastes seríssimos.
Turbinar como?
Diante dos resultados das pesquisas que revelam a incompetência das oposições em Curitiba por não conseguirem melhorar o desempenho dos seus candidatos houve ontem uma idéia final: a de que se unissem em favor de Gleisi Hoffmann, empenho final para tornar plebiscitária e polarizada uma eleição já definida.
Isso é uma solução pior do que a de baixar o nível com uma seqüência de denúncias pesadas sobre a Urbs, aluguel de carros, radares da Consilux, lixo, valer-se, enfim, do material proporcionado pela última Paraná em Páginas.
Drible
Preparem-se para os dribles na Súmula 13: um deles será o acusado da prática de estar separado da mulher. Haja cara de pau.
Detran
Uma das maiores listas de nepotes vai aparecer no Detran. É um caso clássico de engarrafamento de influências. Sinal verde para a moleza.
Dedurando sempre
O fator de sucesso da campanha contra o parenteralismo no governo, mormente o cruzado, vai ser a delação aberta, o dedo-duro como valor e não como infâmia, como se dava na Guerra Fria e no regime militar.
Astral
Astral de Requião continua pesado: além da Súmula 13 teve confirmadas as multas pelo TRF da 4ª Região de R$ 450 mil pelo mau uso da Educativa.





