Nepotismo, a reação

O Brasil seria um país melhor se não fosse tão legisferante, isso é, com o hábito de tudo querer regular por lei expressa. É que aqui a simples inibição moral não funciona. Não é preciso, a rigor, lei seca para que um motorista, por uma questão de consciência, não dirija embriagado. E também para que um político não nomeie filhos e irmãos, o que passou a ser impositivo com a súmula do STF. Pergunta-se: depois disso, o que Requião vai fazer? Pessuti prometeu dispensar os seus e acredita que o governador fará o mesmo.
Aquilo que era vago e se desmanchava no ar por falta de interpretação agora tem força de lei e não há como tergiversar. Situação limite para Requião.

A campanha

São tantos os que nos abraçam e apertam a mão que não se sabe se o candidato é que nos descobre ou nós que descobrimos o postulante. Ou pustulante, aquele com traço de pústula.

CPI urgente

Antes que o Ricardo Teixeira dos Jogos Olímpicos, o Nuzman, junto com Lula e o voluntário Pelé, façam prosperar a campanha ridícula de levar ao Rio a próxima competição de 2016 urge uma devassa nos dispêndios no Pan, que dá bem a medida de prodigalidade dessa gente. Uma CPI seria uma boa, mesmo que se saiba que elas dão em nada por tradição e poderiam abranger o fiasco olímpico.

Nutrientes

Dentre os nutrientes dessa escalada de Beto Richa está o conformismo de nossa gente (chega isso via auto-estima em torno da cidade idealizada) e a omissão dos agentes políticos, entre os quais a mídia, que não investiga a fundo nada: nem o gigantismo da Urbs e seu déficit crônico, embora protegida com a moleza do Tribunal de Contas em torno de relatórios não aprovados; os negócios do lixo nunca aprofundados desde a passagem da Lipater para o permissionário atual; tudo o que é pactual como o transporte coletivo, sistema de táxis, aluguel de carros (a Cotrans não sai do pedaço), exploração dos radares que o Ministério Público ameaça investigar há tanto tempo quase o mesmo da Prefeitura em gerir diretamente a operação, conforme promete e não cumpre.

Engajamento
Um desafio ao MP: o setor do Patrimônio Público pautou o Anexo do TJ. E os casos da Sanepar, Cohapar, Ceasa no Estado e os da Prefeitura?


Pacau de bico

Pesquisa DataFolha põe as oposições numa sinuca: a impotência pode levá-la à prepotência, o que as derrubará ainda mais.

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