Nocaute liminar
Essa oposição pelo jeito fará muito suspense para entrar no ringue na eleição de Curitiba. O boxe não começou e a aparência é de que já houve uma espécie de nocaute prévio sem sequer aquele toque cerimonioso das luvas. Mas o golpe não atingiu apenas um, mas todos os concorrentes como na jogada arrasadora de boliche, um legítimo ''strike''.
Três institutos de pesquisa deram resultados assemelhados sobre as intenções de votos e pelo jeito as variáveis de metodologias não impediram o consenso.
Se o quadro é esse não há outro remédio se não o de mexer-se e com a noção de que o cronograma para a virada, por ser estreito, impõe o desforço imediato: mostrar o que há de falso nessa contemplação da capital, se possível sem ódio todavia com boa dose de indignação. O transporte público está exaurido, a circulação caótica sugere a imobilidade total em menos de dez anos; os rios, que cortam a cidade, dissimulados na maquiagem dos parques, estão podres; o poder municipal, tomado pelas relações pactuais (como a de 33 anos dos táxis e de mais de 50 do oligopólio dos ônibus), está minado pelo cupinchismo e por relações nada republicanas. Tudo isso e a oposição nada enxerga e não tem peito para enfrentar a lavagem cerebral que condiciona os curitibanos.

Exposição
Há candidatos que mesmo não eleitos acumulam energia na exposição do horário gratuito para se habilitarem às proporcionais ou majoritárias (Senado, no caso da Gleisi). É o caso de Fábio Camargo que deve canditar-se à reeleição ou à Câmara Federal. As alternativas do eleitor são precárias, já a dos candidatos múltiplas. Nas ruas a impressão de que há mais candidatos do que eleitores.

Nosso hino
Nosso hino, o do Paraná, que não é o ''nó suíno'', já cantado nos jogos de futebol, sem muito empenho e ardor, vira obrigação nas escolas. Não vai ser fácil o treino. Vereador aprendeu o hino de Curitiba por obrigação de sessão solene. Será que o Beto Richa o decorou?

Debate
Única emissora politicamente confessional, a TV Educativa faz debate entre candidatos à Prefeitura. Beto Richa não vai e está certo: com a sua liderança absoluta e inquestionável nas pesquisas não iria sujeitar-se a armadilhas na casa do inimigo. Dá para prever a imaginação criadora: os candidatos atirando contra a cadeira vazia. O inteligente, se quiser faturar, elogia por pura dialética. É uma dica para os sem-votos que não são poucos.

Folclore
A TV Educativa é mais confessional do que a RIC, afiliada da Record do Bispo Macedo. Esta é mais discreta na evangelização do que a pública no culto à personalidade do chefe.

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