LUIZ GERALDO MAZZA
Dessacralizar é preciso
Um dos aspectos positivos da grita de juízes e procuradores federais contra as decisões do presidente do STF é proclamar, diante do contraditório, a óbvia falibilidade do que chamamos de justiça. Se a infalibilidade papal caiu de moda quando o papa pediu excusas pelas atrocidades cumulativas da Inquisição e das Cruzadas, não é de espantar que esses choques de opinião entre o chefe de um poder com a hierarquia menor ocorram e sirvam para dessacralizar uma ordem falível e distante de merecer tal tratamento. Ademais, o caso do habeas corpus a Cacciola é um exemplo didático em que as razões suscitadas tentam ganhar um sentido de verdade permanente quando se mostram transitórias e perniciosas.
Há um dado psicossocial como background altamente perigoso: a ânsia de punir e que não é lembrada, com a mesma veemência, no caso dos mensaleiros.
Meirinho
Oficiais de Justiça se movimentam para que todo integrante da categoria seja bacharel em Direito. Para complicar um pouco resta exigir o exame de Ordem, já que serão beneficiados pelas isonomias que tutelam carreiras jurídicas.
Geninho
Com esses times que Coritiba e Atlético estão é preciso mais do que Geninho e, sim, de um gênio de verdade como técnico. Se possível milagreiro.
Farsa
É bem possível que deputados que manipulam pobres, usando seus CPF e RG para fantasmices, façam o discurso chavão contra a exploração do homem pelo homem. Nada como marxismo de compota para enganar a galera. A política, nesses casos, é a religião dos sátrapas e dos canalhas.
Folclore
Como o coronel Xavier, ex-comandante da PM, não disputa a eleição ela ficou, em termos corporativos, aos cuidados do investigador Rasera, ao Bicudo e aos delegados Bradoque e Maurílio. Bicudo tinha distribuído 30 mil ''santinhos''.
Tanto se diz que os nossos legislativos são um caso de polícia que alguns da área já estão se habilitando. Candidatos na abordagem são melhores do que os encarregados da missão como se viu em Porto Amazonas e Balsa Nova.
Um símbolo
No momento em que a Polícia mata mais gente por equívoco e argumenta que se trata de fatalidade urge lembrar de Elizabetha Zanella e do seu exemplo que, apesar de tudo, não encontra receptividade na Justiça, tanto são os casos de adiamento do júri que deveria concluir o processo. Processar o Estado é o mínimo que a cidadania pode fazer e manter-se vigilante como Zanella.
Funciona
Por que só em Londrina vereadores mexendo com astúcia no Plano Diretor acabam afastados pela Justiça, graças ao Ministério Público estadual?





