O pânico
No Legislativo, as ações da Polícia Federal e do MP federal estão levando a Casa ao pânico de tal maneira como se esses agentes públicos fossem uma espécie de aliens, extraterrestres, tal a ruptura que essa devassa implica na cultura implantada há tanto tempo. E isso não se limita aos onze deputados visados e mais ex-parlamentares hoje no Congresso ou em prefeituras, mas à corporação inteira. Numa hora dessas só falta o governador aparecer por lá se mostrando interessado na PEC da transparência. Transparência ali é exceção, tal qual em quase toda a sua trajetória histórica.
Filas
Filas saíram da estrada, no caso do Porto, e estão no mar: quando há, como ocorre rotineiramente, 20 graneleiros esperando para carregar equivalem a 40 mil carretas. Uma fila dessas na estrada daria mais de mil quilômetros. Há dias em que há o dobro de navios no aguardo. É o mais encrencado do mundo.
Tortura
Muita onda em cima das vítimas da ditadura, como se verá aqui com o conclave da Anistia: a entrega por militares dos favelados ao narcotráfico para tortura e execução, a realidade de hoje, parece pouco importante como também a morte (por engano) do trabalhador em Balsa Nova. E a execração, tortura e execução do lider do MST, o Teixeirinha, operada no primeiro governo Requião?
Manipulação
A turma do PMDB, especialista em manipular números, divulgava que a nota de Curitiba no Ideb, no ensino de primeiro grau, cairia. Era de 4,7 e subiu para 5,1. Das capitais Curitiba continua com a melhor nota. É por essas e por outras que a oposição sempre perde por aqui.
Minerva
Nestor Baptista, presidente do TC, deu o voto de Minerva que aprovou parecer do conselheiro Artagão sobre TVs laranjas. Não foi o ''in dubio pro reu'', mas o de desempate.
Não atrapalhar
O governo abandonou por quase cinco anos a dragagem no porto e agora tem a promessa da União que fará a obra e tenta explorá-la como sua quando somente atrapalhou. Assim também com o Cais Oeste que sairia no primeiro governo Requião sem contrapartida estadual e ele apenas tumultou, impedindo-a. Como não trabalha e só atrapalha espera-se que sua omissão seja agora obsequiosa.
Folclore
A Boca Maldita sempre foi referida como o ponto da boataria e, pelo menos duas vezes, acabou assim reconhecida quando Lupion disse que não poderia estar preocupado com o que falavam na ''Travessa'', ponto original de encontro na Oliveira Bello. E com Parigot Souza, quando se acentuavam as especulações de que outras pessoas assinavam os seus atos, ele apareceu justamente na Boca para mostrar que estava vivo, algo de intensa dramaticidade pelas precárias condições físicas do governador, minado pelo câncer.

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