Viva a obscuridade
Entre o transparente e o translúcido nossas instituições preferem o opaco. Notícias mais detalhadas do processo do MP federal e da PF sobre fantasmas do Legislativo saíram em jornal e nas rádios e todos os deputados, sem distinção partidária, se fizeram de mortos. E assim tratam todas as coisas com respeito ao Executivo como investigações em torno da saúde financeira do fundo de pensão estadual. E o maior deboche é o governo propor a PEC da transparência, logo ele que, como Drácula, tem horror da luminosidade.

A cor
De azul bebê, a Assembléia Legislativa muda de cor para bege. Quando os seus esgotos iam direto para o Rio Belém deveria estar marrom glacê...

Luminosidade
Com a manhã fria de ontem a luminosidade mais intensa no Centro Cívico era dos lençóis de fantasmas postos para coarar ao sol: cegava.

Mais de mil
Segundo Sílvio Sebastiani, presidente da associação de servidores aposentados do Legislativo, há mais de mil Ezequias na Assembléia. O caso Ezequias (aquele da sogra) surgiu depois do havido com a doméstica do governador e que redundou no enquadramento dos deputados Nereu Moura e Luiz Claudio Romanelli. Como se vê em fantasmice não há distinção partidária, todos se igualam.

Garrincha
O filho sueco do Garrincha, Ulf, deve estar em Curitiba no dia 26. O Bar do Torto (esquina Duque de Caxias, Paula Gomes), que curte o campeão de 1958 e de 1962, comanda as homenagens e faz bate papo entre Ulf e jornalistas dia 28.

Polícia
Há onze candidatos na Polícia entre investigadores e delegados. O Valdir Córdova Bicudo propõe ao Sinclapol e à União da Polícia Civil um debate com os pretendentes e uma espécie de plebiscito, um vestiba enfim. O último vereador da categoria foi José Maria Correa em 1985. O que mais durou foi o delegado João Queiroz Maciel e o que foi mais longe Peregrino Dias da Rosa Filho, que integrou a bancada federal. Polícia dá voto? Ney Braga se elegeu prefeito após ser chefe de Polícia. Mas era, esclareça-se, um gestor eficiente.

Folclore
O presidente da Assembléia, Nelson Justus, afirma ter feito uma limpeza em 2002 na Assembléia demitindo cerca de dois mil fantasmas. Só que depois vieram o caso da doméstica do governador e o mais grave do Ezequias Moreira que se valia da sogra. Pelo jeito fantasma é como cogumelo, cresce por cissiparidade. Ou na bosta do zebu como na música de Rita Lee (eu ando jururu).

Exclusão
Em Londrina como em Curitiba o eleitor precisará descobrir o ''menos ruim'': André Vargas é acusado de usar vigilantes da Universidade de Maringá como ''laranjas'' doadores eleitorais; o Barbosa Neto na lista dos beneficiários das fantasmices e o Belinati que também nela figura. Como não dá para apurar o melhor é complicado também identificar o ''menos ruim''.

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