LUIZ GERALDO MAZZA
Banalização e insensibilidade
Temos em Curitiba fins de semana com mais de 25 homicídios. Londrina aparece também nesse ranking mórbido com destaque e a autoridade se agarra em argumentos sofisticados como a pertinência do geoprocessamento para justificar que não se encontra imobilizada. De repente a estatística não sensibiliza, tal o grau de banalização da violência.
No Rio até o Exército se sai mal, acusado de haverem alguns do seus integrantes entregue três menores ao justiçamento pelo tráfico. O pior é que o embotamento do público é de tal ordem que, ao se constatar que dois deles tinham antecedentes criminais, não haverá surpresa se houver apoio da população a esse caso de execução, da mesma forma que uma pesquisa em São Paulo sobre o massacre do Carandiru se revelou favorável à barbárie.
A banalização da violência caminha junto com a irracionalidade. E contamina a todos como se percebe também agora com a inflação.
Coerência
O político tinha tal horror ideológico ao mercado que só investia dinheiro da corrupção em banco público.
Provisória
O Hospital de Reabilitação, ontem inaugurado, funciona como ambulatório e lembra outra obra do governo atual, o Terminal de Álcool, esse pior ainda porque não pode sequer entrar em operação com risco de explodir.
Água
Japoneses anunciam o carro movido a água. Aqui não seria negócio, já que a matéria-prima poderia custar mais do que a gasolina.
Previdência
Pelo jeito fizeram a cama da ParanaPrevidência justamente no alpendre.
Folclore
Depois de 25 anos no PMDB, o vereador Paulo Salamuni fez discurso de despedida com a frase patética: ''Eu me sinto como quem se divorcia ao celebrar as Bodas de Prata''.
Dunga
Pelo que está fazendo no escrete o Dunga está com mais jeito de ''Teimoso'', do ''Soneca'' e do ''Zangado''. Só não será cortado se a Argentina virar a Branca de Neve, tão boazinha com os baixinhos como a Xuxa. Por sinal que Áustria e Alemanha melhoraram muito depois que os técnicos foram expulsos.
Nepotismo
Requião comparar o seu nepotismo com o do Beto Richa é de lascar. Toda a família dinástica diante de três mais o primo fantasma é exagero.
Loirice
O ministro Paulo Bernardo deu um prato para os adversários ao falar em preconceito contra as louras e nas qualidades inegáveis de sua mulher. Bastou isso para que voltassem as piadas e que nada ajudam a loira, bonita e inteligente, candidata do PT.





