As pernas da mentira
Tudo o que o governador encenou na ''escolinha'', sugerindo que o Alpendre é o culpado e não o acusador das irregularidades da ParanaPrevidência, foi desmontado ontem mesmo com a nota claríssima, apoiada em farta documentação, do ex-diretor jurídico da instituição. Com sua velha compulsão manipuladora, o governador tentou sugerir que Francisco Alpendre e não o Mario Lobo é que havia feito as aplicações indevidas. Era, de fato, preciso que tudo funcionasse como a Casa de Maria Joana se a atribuição de um diretor de investimentos e patrimônio fosse ocupada pelo diretor jurídico.
Na nota esclarecedora Alpendre indica que, via diretor da Fazenda, o fundo de pensão faz, desde 2003, aplicações em bancos privados. A tagarelice de suposta prioridade a bancos públicos é mero discurso ideológico que nada significa tal qual se dá com aquela história do porto público.
Pernas da mentira são curtas, as da verdade longas, quando o clareamento das coisas é por etapas. Como se deu ontem entre a encenação da ''escolinha'' e a resposta, curta e grossa, do advogado transformado em bode expiatório.
MP em ação
Por que o advogado Francisco Alpendre quer o Ministério Público Federal e não o estadual no exame do caso ParanaPrevidência: ele entende que a questão dos investimentos, que mexe com normas do Banco Central, é federal.
O estadual age
Todos os procedimentos em andamento no MP estadual tem andamento normal desde o caso do nepotismo, que segue normalmente o seu curso, os relativos à Ceasa, Sanepar (aditivos e avaliação de terrenos) e o dossiê do Porto. Ainda não está em diligência, mas submetido a estudos o das TVs laranjas.
Terrenos
Não é só a Sanepar às voltas com negociação de terrenos. A Prefeitura da Capital também em área do Tatuquara. Tatuquara significa muito tatu, mas a vereadora Roseli, do PT, acha que há outros bichos, cobras e lagartos.
Prepotência
A prepotência tem tudo, às vezes, de pré-impotência.
Folclore
No agito de 1988, no caso das bombas contra os professores no Centro Cívico, os deputados Aníbal Khury e Antonio Anibelli ao abrirem a Assembléia para que os manifestantes a invadissem deram um remédio psicossial à altura do momento e das frustrações provocadas pelo bloqueio à entrada no Palácio. Quem fez a onda (e lembra o chinês contendo o tanque de guerra na Praça da Paz Celestial) e marcou posição exigindo a abertura do portão foi o deputado Rafael Greca, aquele tempo um membro destacado da oposição. As cenas garantiram a derrota de Alvaro Dias que ficou tatuado pela repressão aos professores. Depois, como sempre acontece, os professores se aborreceram com Jaime Lerner.

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