Jogo de espelhos
Nada como manter a aparência de austeridade e seguir a sentença do ''façam o que eu digo, não façam o que eu faço''. Isso está claro na PEC da transparência não praticada no governo e no desafio ao desembargador Roseni, aquele do despacho que o obrigou a revelar despesas com cartões, para que mostre os gastos do seu gabinete. Enquanto isso deixa passar o tempo para o caso da ParanaPrevidência. Por sinal que as transferências automáticas do governo não estariam sendo feitas com regularidade. É perceptível a crise fazendária e ela se manifesta, outra vez, no parcelamento do reajuste dos funcionários. O professorado, embora deva receber antes do que as outras categorias, abre manifestações mais diretas de traço reivindicatório.

Submissão
É impensável que alguém como Parigot de Souza deixasse de dar a resposta à observação de que a barragem de Salto Caxias estaria comprometida. O clima de intimidação interna é de tal ordem que as coisas se comunicam entre agentes até do primeiro escalão. Tanto essa afirmação como a outra relativa à UEG, Usina a Gás de Araucária, que iria explodir não tiveram mínima contestação.

Probo
Não se deve confundir probo com perobo: são coisas quase excludentes.

Carga
A carga contra o radialista Ricardo Chab, ex-coreligionário do governador, está parecendo transbordada. Há o empenho em produzir espetáculo, tal qual se deu com os empreiteiros da Apeop. Apesar do escândalo ninguém ficou sabendo da continuidade das investigações. O ruído é mais relevante do que a luz.

Scalco
Neste fim de semana, dia 6, Euclides Scalco assume a coordenação da campanha de Beto Richa. Não é invicto, já perdeu algumas como aquela do Zé Richa.


Folclore
A coloquialidade do governador não o afasta de riscos: ontem, na ''escolinha'', fez blague com o presidente da Itaipu, Jorge Miguel Samek, anunciando que ele pediria demissão para disputar a Prefeitura de Foz do Iguaçu. Anos passados disse que o então ministro da Agricultura, José Eduardo Andrade Vieira, estava demissionário. Por brincadeirinha poderia anunciar, para agrado da torcida, que seus irmãos deixariam a secretaria e o porto ou que ele mesmo estava querendo pendurar a chuteira. Para essa haveria um grito de protesto unânime do plenário.

Ungido
O ex-reitor Carlos Moreira, há muito ungido como candidato do PMDB (a reação dos dois Júnior, o Stephanes e o Rocha Loures, é insignificante, embora sirva para levantar a bola e legitimar o escolhido), não terá dificuldades e já está com discurso de campanha em que indicará uma súmula de suas propostas. Não vai repetir o estilo Vanhoni de temer falar criticamente de Curitiba.

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