LUIZ GERALDO MAZZA
PUBLICAÇÃO
sábado, 31 de maio de 2008
Janaina GarciaReportagem Local 
Polarização não assegurada
Todas as eleições de Curitiba precisaram ganhar tal polarização para que tivessem sentido plebiscitário. Isso desde a primeira lá de 1954 entre Ney e Walace, pai do Requião. Mesmo perdendo, candidatos como Carlos Simões e em especial Ângelo Vanhoni quase chegaram lá. Para vencer Beto Richa na Capital só um fenômeno de rearticulação partidária, em termos de frente, como o de 1985 pode repetir o feito. Gleisi Hoffmann, embora tida como o novo e não o é depois da emulação com Álvaro Dias na disputa do Senado, não tem até aqui acumulado energia como Simões e Vanhoni. Em 85 Requião venceu Lerner por menos de 20 mil votos, mas favorecido por uma frente em que havia Richa, o pai, e mais Maurício Fruet, Álvaro Dias, Affonsinho, Aníbal Khury e o grupo de Canet Júnior. O mito lerneriano hoje beneficia Beto Richa e a oposição não tem sequer a dignidade chapliniana de um exército brancaleone e não o de uma força que vinha para superar o regime militar.
Veleiros
A Iates Latitude Sul, sediada em Curitiba e com fábrica em Joinville, entregou o 13º veleiro justamente para Flávio Martinez. Como Martinez não é supersticioso, à moda de Zagalo, que fez do número um timbre, não deu ouvidos também a alusões sobre dificuldades gerenciais na empresa.
Fetiche
Por falar em superstição, a equipe de propaganda do ex-reitor Moreira vai ser comandada por Hiran Pessoa de Mello, que dirigiu o primeiro turno da campanha de Beto Richa e depois foi afastado. Se for no primeiro turno estará ótimo.
Hospitais
O Hospital de Reabilitação, até aqui operando apenas na fase ambulatorial, assim mesmo com mais de 2.500 atendimentos em quarenta dias, será inaugurado formalmente a 16 deste mês. A ambição de Requião de transformá-lo em centro mais importante do que o Sara Kubitschek de Brasília é por etapa e essa orientação foi dada em Montreal para a equipe da Secretaria de Saúde. Em coisas sérias ir por etapa é mais aconselhável do que à tapa.
Folclore
Na eleição da Capital de 1985 o ex-governador Paulo Pimentel tentou ser a alternativa contra a polarização Lerner-Requião. Com o ex-prefeito Ivo Arzua como vice poderia ter obtido algum sucesso e sua votação não passou a de um vereador bem votado. Mostrava-se o macho e para afirmá-lo dava socos no próprio peito. Derrubou pelo menos três microfones de lapela. A luta na eleição que se aproxima será para evitar decisão no primeiro turno, o que se for obtido já será o máximo.


