LUIZ GERALDO MAZZA
Tempo de aprontar
Mais do que factóides nos dias que fluem, em função do ano eleitoral, urge estar atento para as maquinações. Há até um clima preestabelecido para ver conspirações como se deu, por exemplo, com a denúncia do deputado Reni Pereira (PSB) de que as ações da PM no trânsito eram para prejudicar Beto Richa como beneficiário, via Diretran, das multas. Mas quem primeiro ''politizou'' o tema foi o PMDB ao tempo de Taniguchi. A PM argumenta que a fiscalização é uma das etapas da Operação Escudo, o que não exclui a sua responsabilidade na extrema vulnerabilidade de Curitiba à violência e à estatística de assassinatos.
O trânsito é uma das fontes de violência, mas jamais seria prioritária numa avaliação rigorosamente científica. Armações virão de lado a lado e a justiça eleitoral vai padecer muito para botar um mínimo de ordem nesse pastelão sórdido, como aliás tem acontecido nos últimos pleitos.
Renitente
Se o Reni Pereira não aceitar as razões da PM e insistir na denúncia estaremos diante de um caso de renitência?
Ainda o sigilo
Se o crime eleitoral é em segredo de justiça como é que soubemos tudo daquele estelionato, o do Ferreirinha, que favoreceu Requião? E agora isso se repete com o caso Olvepar-Copel (um parecer técnico-jurídico de uma procuradora do TC e ratificado pelo conselheiro Heinz Herwig é o fundo da questão, já que a justiça havia fulminado a operação) com o uso de testemunhos de ''delação premiada'' que acabam se espraiando e atingindo pessoas que nada têm a ver com o peixe como deputados e o prefeito de Curitiba. Ademais uma delação premiada seria a verdade insofismável o que a transformaria em testemunho final.
Empulhação
Mais uma empulhação no disparo: o retorno da CPMF. O Frankstein também foi feito a partir do uso de cadáveres. A CPMF, para um governo malicioso e bem compulsivo na fúria fiscal, é um cadáver reciclado. Testa-se aí, mais uma vez, a canalhice do parlamento.
Folclore
Rodízio de placas de automóveis provoca tensão entre vereadores, mas nos faz lembrar que precisamos, urgentemente, é de um rodízio de vereadores e também de prefeito, governador e presidente.
Porto
Se a Ponta do Félix, em Antonina, for negociada como pretendem os azes do governo, ficará provado que os Fundos de Pensão não defendem como deveriam os seus investimentos. A jogada do IAP, driblando decisão judicial, que não acatou a transformação do terminal em apenas de frigorificados, não pode se impor. Como de resto o acerto legislativo para contornar decisão judicial que fulminou as promoções irregulares do Tribunal de Contas persiste em situação bem parecida. E se o Judiciário amolecer pega mal.





